Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Acertando o tom da voz

Espaços de trabalho podem ser estressantes. Atender pessoas ao telefone muitas vezes exige uma dose de paciência, e lidar com pessoas mais lentas ou desinteressadas em resolver questões urgentes pode nos tirar um pouco da serenidade.

Lidar com tarefas domésticas que se repetem diariamente, cuidar de crianças pequenas que ainda não conseguem cumprir ordem, ou com adolescentes que escolhem não seguir as regras definidas pela família, pode nos fazer perder nossa sobriedade.

A lerdeza, a teimosia, a altivez, a irritabilidade, o descaso, e as manias dos outros, assim como tantas outras situações e atitudes, podem nos levar a um nível de revolta ou irritação que nos faça agir de uma forma não convencional – falamos mais alto, somos mais duros e frios em nossas críticas.

Todos nós possuímos um tom de voz natural. Algumas pessoas falam mais baixo, outras têm um tom mais grave, e há aqueles que possuem um tom de voz mais estridente. A fonoaudiologia pode nos ajudar a ajustar o tom de forma a que o nosso timbre de voz fique mais confortável para nós e para os outros, mas geralmente isto não é necessário. 

Na verdade, nossa família de origem influencia bastante neste quesito, e algumas observações são universais, a despeito de raras exceções: famílias portuguesas falam alto e rápido, famílias italianas usam muito as mãos, e nós, brasileiros, falamos “cantando" e somos bem barulhentos quando conversamos em grupo. 

Mas o tom de voz a ser discutido neste texto, que precisa ser observado e moderado é, particularmente, o tom registrado naqueles momentos de estresse, quando a discussão se torna acalorada. Muitas vezes, o que está sendo dito nem é tão sério, mas o tom de voz utilizado se leva a ponto de quem ouve se armar para contra-atacar, elevando o mal estar gerado pelo assunto a ser discutido. Até porque, quando alguém eleva muito o tom de voz, a tendência do ouvinte é não mais prestar atenção ao que está sendo dito, já que se sente agredido em seus sentidos. 

Assim sendo, quando precisar conversar com seu chefe, seu cônjuge, filhos ou amigos, modere o tom da sua voz. Pondere antecipadamente o que vai dizer, com o cuidado de não ferir sentimentos ou magoar desnecessariamente com injustiças, mas preocupe-se me manter seu tom de voz firme e baixo. 

Seus filhos obedecem você melhor quando você fala mais baixo, especialmente quando os repreende. Pais que gritam, enfurecidos, além de passarem a ideia de que alternam amor e raiva constantemente, ainda deixam a impressão de que estamos sempre irritadiços e estressados, distantes da prática da temperança ou domínio próprio.  

Chefes que gritam com seus funcionários não são admirados pela competência. E casais que discutem gritando acabam perdendo o respeito mútuo, deixando um rastro de mágoas e gerando distanciamento emocional. 

Portanto, se seu tom de voz já é alto, exercite-se para falar em um tom de voz mais baixo. E se em momentos de estresse você tem o hábito de se exasperar, refreie suas emoções e abaixe o seu tom de voz. Lembre-se de que o que gera mudança não é o volume da voz, mas o conteúdo justo da nossa fala.

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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