Vida dedicada ao ensino da Palavra de Deus

Com a vida dedicada ao ensino da Palavra de Deus, chega aos 83 anos de idade a educadora Helena Figueiredo. Ela tem servido ao Senhor na área de ensino desde a sua adolescência. Professora, com especialização em administração escolar, pós-graduada em docência superior e professora de psicologia educacional, ela também é diretora do departamento de adolescentes da AD no Rio de Janeiro, no bairro de Benfica. “Atuo apenas como apoio, devido ao fato de o trabalho da coordenação estar bem estruturado”, afirma.

Somada a essas atribuições, a veterana continua atendendo às conferências e congressos da CPAD, relacionados à Escola Dominical. Uma das fundadoras do CAPED, a ensinadora também é a coordenadora pedagógica do Curso de Orientação Ministerial e do Curso de Orientação e Liderança Feminina, ambos da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus do Rio de Janeiro (Confraderj). Helena é filha de pioneiros da Assembleia de Deus em São Cristovão, o casal Lauro Soares e Nair Barata Soares, que com a irmã Cacilda Brito escreveram as primeiras revistas infantis sob supervisão do irmão Emílio Conde. Confira mais detalhes na entrevista.

Tendo nascido num lar cristão, a senhora teve tipo de conflito? 

Graças a Deus, meus pais aceitaram Jesus como Salvador antes do meu nascimento. Quando minha mãe foi batizada nas águas, ela me carregava no ventre. Somos uma família de seis filhos e todos fomos educados nos princípios bíblicos. Aprendi a amar a Jesus tanto no lar como também com os meus professores da Escola Dominical, que sempre frequentei. Assim, orientada na Palavra, venci todas as etapas da vida, da infância à juventude sem nenhum conflito que me marcasse. 

Como se deu a sua chamada para o magistério?

Minha mãe era professora, formada quando a cidade do Rio ainda pertencia ao Distrito Federal. Ela também se dedicou à Escola Dominical. Eu, ainda bem na adolescência, gostava de ir ajudá-la no Departamento Infantil. E no meu lar, como sou a mais velha dos irmãos, ficava com a responsabilidade dos estudos dos menores. Assim, desde cedo, comecei a exercitar a profissão. Creio que foi o propósito de Deus para minha vida, pois sempre fiz e ainda faço com muito amor e dedicação o trabalho de educação, me sentindo útil e realizada.

Que função a senhora exerceu na área do ensino secular? E quais as realizações neste setor? 

Sempre me senti bem em estar no meio dos alunos, dentro de uma escola, num ambiente de ensino. Poder fazer algo pelo próximo, pelas crianças, pelos adolescentes e até mesmo pelos pais e responsáveis era o que me motivava a trabalhar. Iniciei como professora, fui alguns anos subdiretora, fiz depois concurso para diretora de escola e, em 1983, fui convidada para assumir o cargo de diretora de um Distrito de Educação, um setor que abrangia escolas dentro do bairro de Deodoro (na Vila Militar) e no bairro de Realengo, Eram cerca de 53 escolas da prefeitura da cidade do Rio e 13 escolas particulares. Hoje, mudou a nomenclatura para CREA. 

entrevista helena2Como se deu o seu envolvimento com o Setor de Educação Cristã da CPAD?

 A CPAD faz parte da minha vida desde criança. Minha mãe, Nair Barata Soares, junto com a irmã e professora Cacilda Brito, escreveu as primeiras revistas infantis. O pastor Antonio Gilberto era membro da igreja de São Cristóvão, onde nossa família frequentava e, assim, quando ele sentiu a necessidade de criar o Curso de Aperfeiçoamento para Professores da Escola Dominical (CAPED), com a finalidade de treinamento para professores iniciantes e de atualização para professores veteranos da ED, a fim de que houvesse um maior crescimento das EDs das Assembleias de Deus no Brasil, ele me convidou para fazer parte do corpo docente, dando no início à Pedagogia e à Psicologia Educacional.

Qual a lembrança a senhora traz do primeiro CAPED de que participou? Ao longo do seu trabalho na CPAD, a senhora pensou alguma vez em desistir? 

Chego até a “tremer” só de relembrar. Era julho de 1974, quando ministrei minha primeira aula em CAPED, na igreja de São Cristóvão, minha igreja. Sentados como alunos, talvez fazendo uma avaliação, estavam os pastores e missionários mais respeitados e cultos: pastores Tulio Barros, Geziel Gomes, Lawrense Olson, Eurico Bergsten, João de Oliveira, João Pereira de Andrade e Silva, João Kolenda, Alcebíades P. de Vasconcelos, dentre outros. Ao vê-los, quase não conseguia falar, com a voz meio embargada, porém Deus aprovou. Logo no encerramento, o Curso foi convidado para Belo Horizonte, pelo pastor Anselmo Silvestre; depois, para Belém, pelo pastor Firmino Gouveia; e assim começou a nossa caminhada pelas cidades do Brasil. A partir dessa época, as Escolas Dominicais começaram a crescer, pois os professores que participavam do Curso sentiam novo ânimo e maior responsabilidade para trabalharem no ministério do ensino, utilizando recursos pedagógicos da época, pesquisando, planejando as aulas, aperfeiçoando a didática, tudo sob a orientação do Espírito Santo. Mesmo eu estando ainda na ativa, Deus sempre me abençoou, permitindo que eu participasse dos cursos. Sou muitíssima grata a Ele e à CPAD pela honra de fazer parte desta Grande Obra. Depois de ter recebido tantas bênçãos, como pensar em desistir? Fico com o hino 394 da Harpa Cristã: “Quem sua mão ao arado já pôs constante precisa ser”.

Quais os desafios da Escola Dominical para a classe de idosos?

A população brasileira da Terceira Idade nestes últimos anos cresceu muito e boa parte ainda hoje é de chefes de família, ajudando o sustento de seus filhos. O Brasil não possui infra-estrutura mínima de abrigos para essa população mais carente e alguns passam a ser “depósito de idosos abandonados”, sem família ou contato com a mesma. Há necessidade de políticas de governo, campanhas de conscientização, orientação aos familiares, por isso a Escola Dominical deve estar preparada para essa realidade, a fim de estimulá-los e incentivá-los a frequentarem as aulas, bem como continuarem a aprender a Palavra de Deus, orientando-os de uma maneira mais flexível, com técnicas educacionais e materiais mais visualizadas e mais atraentes para a idade, a fim de esclarecer melhor a lição que o professor tem como alvo, pois sua capacidade de aprender não se esgotou. Pode haver em alguns um declínio na memorização, na compreensão, na assimilação e até no ritmo. O professor também poderá trabalhar com dinâmicas de grupo, que ajudarão a enfatizar o ensino, promover interação e socialização, facilitar a expressão verbal e corporal e proporcionar exercício físico. Muitos outros desafios poderíamos citar, como cursos de capacitação para o atendimento do corpo docente e constar nos currículos a Gerontologia Educacional – uma pedagogia específica para os idosos. Esta nova velhice pede uma educação que transforme, uma educação que estimule.

Quais as especificações que o professor da classe da terceira idade precisa ter? 

A atividade de professor desta faixa etária (gerontólogo) requer aptidões e qualidades próprias. Posso citar algumas: sensibilidade e empatia; maturidade e capacidade de adaptação; amor, paciência e tolerância; sentimento social; flexibilidade e polivalência; criatividade; falar alto, claro e devagar; reforçar doutrinas bíblicas aplicadas à Terceira Idade e principalmente ser vocacionado por Deus para atender a essa idade, pois só Ele poderá derramar do seu infinito amor para suprir as necessidades que muitos sofrem e enfrentam no final de suas vidas.

Em quem a senhora inspirou-se para dedicar a sua vida ao ensino cristão? Entrevista PR Helena

Tenho certeza que minha chamada para o ensino foi dada por Deus (Jo 15.16), porém minha mãe foi a pessoa em que pude observar atitudes, empatia, responsabilidade, controle emocional, imparcialidade e outras virtudes de uma verdadeira mestra. Outro exemplo que muito me marcou foi o da irmã e Profª Ruth Dorris Lemos, que mesmo com a dificuldade nas expressões do idioma português fez brotar em mim a chama de passar a outros o conhecimento que ao longo dos meus anos de vida fui adquirindo.

 

Comparando com a época na qual a senhora iniciou a sua carreira como educadora, hoje em dia o professor dispõe de mais recursos didáticos? A qualidade melhorou? Fale um pouco sobre essas mudanças. 

Não há como comparar os recursos didáticos de duas épocas tão distintas. As técnicas se modificam e se modernizam constantemente, sempre com a finalidade de facilitar a comunicação do conteúdo entre o binômio professor-aluno. Os professores da ED devem estar capacitados e preparados espiritualmente para lidar com a clientela que hoje, que facilmente tem acesso à informação através da Internet. A maioria das crianças já desde cedo tem um celular como brinquedo, onde estão os mais diferentes jogos, filmes, desenhos, vários entretenimentos, muitos com valores destorcidos, com exemplos de maus hábitos e costumes, erotização de crianças etc. O bom uso destes recursos didáticos, bem trabalhados e orientados, irá ajudar muito ao professor na sua exposição da lição bíblica dentro da sala de aula, e até fora, com trabalhos de pesquisa e outros. Se olharmos para Jesus como exemplo de Mestre, vamos vê-lO ministrando um ensino riquíssimo utilizando recursos educacionais. Ele usou a natureza, uma moeda, uma criança  etc, para que sua mensagem fosse clara, objetiva, simples e bem compreensiva. Os pais desta geração infanto-juvenil são os responsáveis na formação cristã e a igreja é o suporte pedagógico para completar essa formação. Família e Igreja devem estar unidas, em harmonia, em relação aos ensinamentos que são passados para que haja credibilidade.

Sabemos que a senhora militou por muito tempo na Assembleia de Deus em São Cristóvão. Comente uma experiência ocorrida com a senhora naqueles dias.

Meus pais foram um dos pioneiros da AD em São Cristóvão, e lá eu dei meus primeiros passos, fui batizada em águas e com o Espírito Santo, casei-me, nasceram meus filhos; enfim, foi meu segundo lar. Ali tive a honra de conhecer os missionários suecos e norte-americanos, pastores mais antigos, ouvi-los e aprender os princípios bíblicos que procuro seguir até hoje. Teria várias experiências para contar, porém jamais poderei esquecer o período de despertamento pelas missões que passamos, quando homens, mulheres e famílias foram chamados por Deus e deixavam tudo por amor às almas e partiam para outros países (Pv 11.30). Como exemplo, o pastor Temoteo Ramos de Oliveira, meu pastor, que partiu com a família para a Bolívia e alguns anos depois para a Espanha. Foram dias abençoados..

Fonte: Revista Ensinador Cristão - Ano 20 - nº 80, p. 11-13

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