Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Quem sabe o seu nome?

Há uma canção que eu cantava quando criança, que ensinei aos meus filhos, e que até hoje amo ouvir as crianças cantando, chamada “Deus me conhece”:

Um e dois e três, quantos são os meus cabelos todos?
Eu não sei, nem posso contar,
Mas Deus o sabe bem.
Meus cabelos todos contou
pois ele me conhece.
Deus me ama e cuida de mim,a Bíblia assim me diz!
Uma, duas, três, quantas são as estrelinhas todas?
Eu não sei e nem posso contar
Mas Deus o sabe bem.
As estrelas todas contou, todas chamou por nome.
O meu nome sabe também, a Bíblia assim o diz! 

Espero que você conheça a melodia, e pôde cantar enquanto lia. Isto significa que você guarda a verdade que sustenta todo nosso sistema de autoconfiança: Deus nos conhece, e por nome! 

Você pode estar lendo este artigo em um ônibus, um trem ou supermercado, uma rodoviária ou aeroporto. Pode estar em uma repartição pública, assentado em um restaurante ou café no centro da sua cidade. Você está cercado de pessoas, mas ninguém conhece o seu nome. 

Todos os dias, com exceção do nosso lar, convivemos com pessoas que não nos conhecem. Mesmo em igrejas grandes, sempre haverá pessoas que não sabem exatamente quem somos. E até mesmo em espaços cotidianos, como na praça de uma cidade pequena ou em nosso espaço de trabalho, alguém pode esquecer nosso nome. 

A verdade é que estamos cercados de milhares de pessoas no planeta que habitamos, e estas pessoas  nunca ouvirão falar de nós. E mesmo nosso belo planeta, que parece tão grandioso, é só um pálido pontinho azul na imensidão do universo. 

Não somos nada. 

Nossa vida é frágil como a flor do campo, ou como o vapor que se esvai. Somos insignificantes. Alguns parentes e familiares, alguns poucos amigos e colegas de trabalho ou irmãos da igreja podem saber nosso nome… mas ainda assim, o número dos que nos conhecem, frente à imensidão das nossas vivências, é ínfimo! 

Você não escolheu seu nome, mas a partir do momento, ainda na primeira infância, que o internalizou como seu, ele identifica você. E nosso nome, mesmo estando repetido em outras  pessoas, nos individualiza: nenhuma Elaine é como eu! Eu sou a Elaine, a minha Elaine, a única Elaine que posso controlar e direcionar. 

Todos sabemos que o fato de alguém saber nosso nome não implica em, de fato, nos conhecer profundamente. Há pais e avós que escolheram o nome dos seus filhos e netos, mas não os reconhecem hoje. Há muitos que chamamos por nome, mas que de fato não conhecemos. Portanto, sempre nos cabe uma reflexão séria quanto aos relacionamentos que estabelecemos. Primeiramente, preocupe-se em chamar e decorar o nome das pessoas com quem você encontra ou convive, mesmo que se lembrar dos nomes dos outros não seja uma habilidade natural sua - o que é o meu caso! Mas eu me esforço, pois sei que as pessoas se sentem valorizadas e individualizadas quando dizemos seus nomes, olhamos em seus olhos e as tocamos de forma amigável e respeitosa. 

Em segundo lugar, seja grato e trate bem quem conhece você por nome. São pessoas que convivem e conhecem você parcialmente, e portanto afetam sua vida, não importa se positiva ou negativamente, sendo ferramentas diretas para seu crescimento e aprendizagem pessoal.  

Pessoas que conhecem nosso nome nos referenciam, nos adjetivam e de alguma forma participam da nossa vida, podendo inclusive ser afetadas por nossos escolhas. São pessoas que devemos honrar, tratar bem, considerar e, se possível e interessante for, manter por perto - o que nem sempre será viável, pelo fato das pessoas também fazerem suas escolhas sobre quem desejam manter por perto.

Ao longo da nossa vida, as pessoas podem esquecer nossos nomes. Já não somos mais importantes para elas, não mais partilhamos o cotidiano, ou elas decidiram caminhar com outras pessoas, com quem têm mais afinidades (boas ou ruins). E vale lembrar que algumas doenças também fazem com que as pessoas esqueçam os nomes dos próprios filhos e netos, e até mesmo os seus próprios nomes! 

E é exatamente por isto que gosto do louvor do início deste artigo! Deus sabe quantos são os nossos cabelos, e quantas estrelas há no universo, além de as chamar pelo nome: “Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome.” (Salmos‬ ‭147‬.5). Deus nos ama e cuida de detalhes da nossa vida, nos conhece melhor do que nos conhecemos, e sabe o nosso nome! 

Se à sua volta ninguém souber o seu nome, Deus sabe. Se no condomínio ou na rua que você mora ninguém conhecer você, Deus conhece seu nome, é testemunha fiel da sua história e perscruta sua alma! 

Há os que minimizam nossos esforços, fazem escolhas que nos machucam, vão embora da nossa vida, e escolhem esquecer nossos nomes. Mas mesmo se todos esquecerem nossos nomes, Deus se lembra. Em meio à nossa suprema insignificância, Ele nos conhece por inteiro.

Sempre teremos os que amam nossas vidas, que nos acompanham de longe ou de perto, e que proferem nossos nomes com amor. Infelizmente, o número destes cada vez é menor, e eles podem já estar esperando você nos céus. Ainda assim, se você se perceber sozinho, não se sinta só. Deus, que nomeia cada estrela do universo, que cuida das aves do céu e das flores que enfeitam os campos, conhece suas necessidades, compreende suas dores e alegrias, e sabe seu nome. 

Afinal, não importa quantos sabem o seu nome, mas QUEM sabe o seu nome!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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