Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Pão nosso de cada dia      

Depois da preocupação com a mortalidade causada pela pandemia do coronavírus, a questão econômica tem preocupado a grande maioria dos governos e das pessoas. 

O governo aponta para uma recessão econômica pós COVID-19, pois muitas empresas e comércios fecharam, o dinheiro deixou de circular, muitos profissionais liberais e autônomos ficaram sem poder trabalhar, e muitos são os que correm sérios riscos de perder o emprego que possuem, até porque muitos empresários ficaram sem vender seus estoques. 

Toda esta situação, somada à questão de que já temos muitos trabalhando na economia informal, tem trazido preocupação para muitas famílias. Em três semanas, aumentou o número de pessoas se medicando para tratar ansiedade, pânico e depressão. Muitos estão tomando remédios de forma ostensiva, provocando overdoses e tendo que ocupar os já poucos leitos hospitalares. Ao redor do mundo muitas pessoas têm se suicidado, tal como aconteceu com a quebra da bolsa de Nova York em 1929 – a exemplo do ministro das Finanças de Hesse, na Alemanha, chamado Thomas Schaefer, que profundamente preocupado com as consequências da epidemia de coronavírus na economia, cometeu suicídio na última semana de março. 

É possível imaginar a desesperança e a aflição das pessoas sem Deus, que correm sérios riscos de perder o trabalho, a segurança financeira e suas carreiras profissionais. Quem não tem Deus está descoberto e assustado. Mas nós, que somos evangélicos, mesmo temerosos com relação à economia do Brasil e do mundo, sabemos que somos dependentes de Deus, e confiamos em seu amor e cuidado. 

Neste momento difícil que atravessamos, enxergamos claramente um grande laço espiritual para desestabilizar a economia e o mundo. Precisamos orar, e clamar por misericórdia para nossas casas e filhos. Devemos aprender a buscar direção e administrar ainda melhor nossas posses. Mas, acima de tudo, precisamos estar firmados em Deus, tendo uma vida justa em Deus, de modo a termos o pão de cada dia! Estamos vivendo o tempo de quem é limpo se limpar mais ainda – apegar-se mais a Deus, santificar sua vida e manter sua justiça e integridade. O salmista Davi declara: Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão. (Salmos 37.25 NVI). Quando a economia apresenta a perspectiva de momentos difíceis, devemos refletir no ensino bíblico sobre a fidelidade de Deus para com o dizimista fiel, bem como na decisão de uma vida justa para não sermos desamparados e para que nossos filhos não precisem mendigar. 

Este é um ensino que precisamos reafirmar em nosso lares. Quando criança eu me lembro de separar o dízimo do dinheiro do lanche da escola e de tudo o que recebia de meus tios e avós. Todo domingo eu tinha alegria em entregar meu dízimo, e sei que até hoje eu e meu marido (que também é dizimista desde a infância) colhemos os frutos da nossa obediência. 

A Bíblia jamais será ultrapassada ou falha. E nossos filhos e netos, desde que começam a ganhar suas semanas ou mesadas, precisam aprender a devolver a Deus o que pertence a Ele. O sistema econômico mundial é dominado pelas trevas, a divisão financeira é caótica, e precisamos estar cobertos pelas promessas de Deus para vivermos os próximos anos. 

Portanto, se você deseja ver sua descendência abençoada financeiramente, ensine-a a ser justa e a honrar ao Senhor com os primeiros frutos da renda que receberem. Só assim poderemos ver na nossa vida a prova da promessa Dele, de nos abrir as janelas dos céus e derramar sobre nós tantas bênçãos que nem teremos como guardá-las (Malaquias 3.8-11).

Deus não promete fazer de todos nós milionários, para vivermos com luxos, e muito menos na luxúria. Mas esteja certo de que quando priorizamos Deus e o honramos, obedecendo suas determinações e investindo no seu reino, teremos sobre a nossa mesa o pão nosso de cada dia!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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