Todo início de ano as pessoas elaboram listas e desejos para o ano vindouro. E, consequentemente, com a chegada do final do ano, é muito comum que as pessoas comecem a ponderar as boas venturas, bem como os insucessos, do ano prestes a acabar, fazendo diversos balanços e comparações.
Esta é uma das razões para o grande número de pessoas que, literalmente, ficam entristecidas no final do ano. Elas têm dificuldade de aceitar que muitas das expectativas se frustaram, e que mais uma vez elas terminam um ano sem que alcancem seus objetivos: os sonhos não se concretizaram, os projetos ficaram inacabados ou os relacionamentos não avançaram como desejavam.
Ao analisar os planos previamente estipulados, é possível que a gente perceba que muitas expectativas estavam equivocadas, exageradas ou mal ajustadas. Afinal, de forma bem racional, se projetamos riquezas, quem consegue ganhar tanto dinheiro de uma hora para outra? E para os que anseiam por um casamento, um ano geralmente é pouco tempo para que um matrimônio seja arranjado!
Por outro lado, muitos fazem projeções e se frustram porque não cumprem sua parte para que os planos se concretizem. Se desejamos ter saúde, precisamos manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos. Se ansiamos ter mais proximidade com Deus, necessitamos desenvolver uma disciplina espiritual que englobe oração e leitura bíblica constante. Não colhemos coisas que não plantamos!
Além disso, como filhos de um Deus soberano, é fundamental ponderar que “o coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos”. (Provérbios 16.9). Isto significa lembrar que nem sempre o que não deu certo é fracasso; muitas vezes foi proteção de Deus, nos preparando para algo melhor.
Por mais lícitos e lógicos que sejam nossos esforços e planejamentos, e por mais difícil que seja lidar com frustrações ou aparentes fracassos, precisamos nos lembrar que Deus tem o tempo perfeito para todas as coisas. Até porque nossa esperança não está nas metas cumpridas, mas em Deus: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações 3:21-23). Portanto, por mais complexo que tenha sido nosso ano, diante das frustrações devemos escolher nos lembrar da fidelidade do Senhor, deslocando o foco do que falhou para Aquele que nunca falha.
Ao final de mais um ano, mesmo que a Oliveira minta, ou não haja fruto na videira, precisamos nos manter gratos. A gratidão não ignora dores, mas nos ensina a reconhecer o amor e cuidado divino em meio às decepções da vida.
Assim sendo, não se frustre! Ao se deparar com frustrações, escolha se agarrar às coisas boas que foram vivenciadas. Lance sua ansiedade sobre o Senhor, que acolhe nossos medos e reorganiza nosso coração para começar um novo ciclo, com uma fé renovada. Em Cristo, sempre teremos novas perspectivas e novos começos!

Elaine Cruz
*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).