Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Refutando a cultura suicida 

Desde a pandemia, a sociedade tem assistido, alarmada, a um aumento considerável de suicídios. Se antes da pandemia a Organização Mundial de Saúde, postulava que tínhamos no mundo um suicídio a cerca de cada vinte segundos, depois do COVID este número aumentou muito, tanto em países ricos como nos mais pobres.

O mais triste é que houve um aumento significativo, de mais de 27 %, entre os jovens, especialmente dentro da faixa de 19 a 32 anos. Sabemos que os números ainda podem ser maiores, pois infelizmente, estima-se que, para cada pessoa que comete suicídio, existem muitos dados de morte não contabilizados ou registrados de forma diversa, e pelo menos outras vinte pessoas que tentaram tirar suas vidas, mas não conseguiram consumar o ato.

São muitas as causas que levam uma pessoa a acabar com a própria vida. As mais divulgadas são problemas como: depressão, abuso de drogas e situações temporais que despertam forte carga emocional, como o fim de um relacionamento amoroso ou a perda de um emprego. Contudo, a pandemia ainda evidenciou o peso da solidão e do vazio existencial, que cresce vertiginosamente na mesma medidas em que os jovens afundam no vício das mídias sociais como espaços de interação virtual.

É claro que a socialização virtual nunca irá preencher o vazio existencial. Mas nós sabemos, como evangélicos, que a incidência da sugestão maligna para que as pessoas se suicidem é muito grande. Nossa sociedade vive uma cultura suicida em ordem galopante. Clipes e músicas direcionadas para adolescentes mostram artistas ícones defendendo o suicídio como a solução final e decisiva para o término da dor emocional.

Os dias atuais estão cada vez mais estressantes, gerando um alto número de doenças emocionais e mentais, que infelizmente não estão sendo tratadas como deveriam, com a combinação de terapias e medicamentos prescritos por médicos e profissionais de saúde. Assim sendo, face a tantas mazelas, o suicídio vem sendo apresentado como uma saída honrosa, uma mentira satânica de que podemos terminar com tudo, de que a vida não vale a pena, de que não precisamos valorizar ou prestar conta do que fazemos com a nossa vida pra ninguém, e muito menos para Deus.

Infelizmente, cada vez mais vemos indivíduos que frequentam igrejas evangélicas, muitos como pastores, suas famílias e membros, que estão engrossando os números de suicídios pelo mundo. E a grande maioria dos atos suicidas são conscientes, fruto da assimilação destes e outros motivos, influenciados por sugestões malignas.

O homicídio é pecado, já aparece na Bíblia no episódio de Caim e Abel, e o suicídio nada mais é do que o homicídio praticado contra si mesmo. Mesmo entendendo a complexidade mental e a dor emocional pulsante do ato suicida, precisamos acordar para o fato de que o suicida sempre avisa sobre seus planos, muda seus hábitos em casa, e altera seu padrão social, tornando-se arredio e solitário, ou popular em redes e sites de relacionamento com discursos anti-bíblicos, que pregam  contra a vida relacional e espiritual saudável.

Nós podemos e devemos fazer diferença em nossos lares, parentela e dentro de nossas igrejas. É muito triste assistir pastores, filhos de pastores, e esposas de pastores tirando suas vidas, cientes de que estão perdendo a salvação. Muitos buscam ajuda internamente, mas a cultura de que crente não toma remédio para a mente impossibilita muitos de superarem uma doença tratável, como a depressão por exemplo, e ganharem o céu.

Se puder, seja um agente de saúde emocional e evangélica dentro da sua casa e da sua igreja. Olhe as pessoas nos olhos, converse com seu cônjuge, ouça as dores dos seus irmãos e filhos, e direcione-os para uma ajuda profissional com psicólogos, psiquiatras, neurologistas e outros especialistas que podem contribuir para cura da alma, do corpo e da mente. Fazendo assim, estaremos evitando que muitos percam a tão preciosa salvação em Jesus.

Viver é um grande desafio. Viver é para fortes e competentes. Quem decide pela vida é que deve ser modelo e herói a ser seguido. A vida nos ensina, nos fortalece, nos forma e nos prepara para muitas alegrias responsáveis.

Viver é um presente de Deus. Uma dádiva a ser desdobrada ao longo de anos, que podem ser maravilhosos quando vivenciados dentro dos parâmetros bíblicos elaborados por Deus.

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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