Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

O meu amado é meu!

O livro de Cantares expressa o amor de Deus pela humanidade, e também retrata a intimidade do amor conjugal. O livro é repleto da expressão "o meu amado”, que pode ser compreendida como “aquele que a quem eu amo”.   

Há uma necessidade intrínseca em cada um de nós de ter alguém para chamar de “meu”. É por esta razão que desde pequenos definimos os meus: meu pai, minha mãe, meus irmãos, meu primo, minha tia, meus avós, meus amigos. E, na verdade, é ainda muito melhor poder chamar uma pessoa especialmente de “meu amado” ou “minha amada”.

Muitos são os que amamos, e espero que os que você ama possam ter a convicção de que você os ama. Parece simples, mas muitos são os filhos amados que não sabem ser amados, simplesmente porque não ouvem declarações de afeto e/ou elogios suficientes para a construção da boa auto estima. Da mesma forma, muitos cônjuges amam, mas guardam seus amores, provocando uma insegurança afetiva no outro, que não sabe ser amado e, consequentemente, também não aprende a demonstrar o amor que sente.

Em algumas passagens de Cantares, lemos: Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu. (Cantares 6.3); O meu amado é meu, e eu sou dele. (Cantares 2.16). Gosto destas frases porque demonstram uma certeza de amar e ser amado – o que traz segurança para o relacionamento, cuja transparência afetiva gera auto confiança, evitando ciúmes e temores de que “o outro vai me deixar” ou “não sei se o outro ainda me ama”.

Nossos filhos e cônjuges merecem saber do nosso amor, pois nossos afetos devem ser expressos, precisam ser constantes e sempre confiáveis. Assim como saber do amor de Deus por nós nos aproxima Dele, quando nossos familiares e amigos sabem da sinceridade e profundidade do nosso amor, eles se sentem seguros para se aproximar e para se abrirem conosco.

Contudo, sem dúvida alguma, é muito bom poder dizer Eu sou do meu amado e meu amado é meu!  Esta frase retrata a decisão de escolher pertencer a quem amamos e aos que nos amam, ao mesmo tempo que reflete a escolha do outro de pertencer a nós. Afinal, amor é entrega, é doação, é escolher se dar a uma outra pessoa – tal como Jesus nos amou e se doou a nós: andai em amor como Cristo, que também nos amou e se entregou por nós a Deus (Tito 2.14).

Necessitamos decidir pela entrega completa e permanente e Deus, que nos amou primeiro e nos instiga a amar a ele a aos outros. Precisamos amar aos outros com amor sincero, voluntário, sacrificial e dedicado. E devemos valorizar aqueles que, de forma resignada e sincera, escolhem nos amar e passar a serem nossos por laços de consanguinidade e/ou de afeto.

Assim sendo, se você pode dizer que seu amado marido é seu, valorize-o!

Se você pode dizer que seus amados filhos são seus, seja agradecido!

Se as pessoas amam você e escolhem manter você perto do coração delas, aquecendo os seus dias com abraços apertados e beijos carinhosos, louve a Deus!

Muitas são as pessoas que foram amadas e decidiram ir embora de relacionamentos felizes. Muitos maridos e pais amados abandonaram suas famílias. Muitos amados filhos se distanciaram por conta de cônjuges ciumentos ou amizades erradas!

Reforce seus amores. Empenhe-se para amar ainda mais os que você já ama. Esforce-se para amar os que são difíceis de serem amados. E cultive e chame Deus de o seu amado – ele sempre será seu enquanto você escolher ser dele!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

A dificuldade de dizer “não” 

Escrito por Elaine Cruz
A dificuldade de dizer “não” 

Muitos são os que enfrentam grande dificuldade para dizer “não”. São pessoas que aceitam s...

Burnout digital na infância 

Escrito por Elaine Cruz
Burnout digital na infância 

O termo Burnout foi popularizado pelo psicólogo Herbert Freudenberger, na década de 1970,...

Somos Conservadores!

Escrito por Elaine Cruz
Somos Conservadores!

Vivemos um tempo em que o politicamente correto tende a embasar as normas sociais. Mesmo c...

 Abrir Portas 

Escrito por Elaine Cruz
 Abrir Portas 

Abrir uma porta não implica em apenas atravessar um espaço físico, mas pode significar ent...

Decida Decidir! 

Escrito por Elaine Cruz
Decida Decidir! 

A nossa sociedade exacerba a cultura da identidade, especialmente com a ajuda das redes so...

Vitimização: o ato de transferir re...

Escrito por Elaine Cruz
Vitimização: o ato de transferir responsabilidades

A Bíblia não nega sofrimentos e dores. Desde o Éden, quando o pecado adentrou a humanidade...

Não se desespere! 

Escrito por Elaine Cruz
Não se desespere! 

Nos últimos anos temos assistido muitos preletores, pastores e pregadores se utilizando de...

 

 

SOBRE


Com o objetivo de ajudar as mulheres cristãs da atualidade, a CPAD prepara um presente especial para elas: o site de conteúdos Mulher Cristã. O novo espaço feminino vem repleto de conteúdos inéditos, sempre com temas voltados para as mulheres cristãs de nossos dias.

Política de Privacidade

©2026 CPAD: Av Brasil 34.401 - Bangu - Rio de Janeiro - CEP: 21852-002 - Brasil - CNPJ 33.608.332/0001-02. Designed by CPAD.