A ansiedade tornou-se uma das marcas mais evidentes do tempo presente, afetando profundamente a saúde emocional, espiritual e física das pessoas. Do ponto de vista bíblico e humano, a ansiedade pode ser compreendida como um estado de preocupação excessiva e contínua, no qual o coração se ocupa mais com o futuro incerto do que com a confiança no cuidado presente de Deus.
Aos Filipenses, o apóstolo Paulo exorta os cristãos a não viverem “ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças” (Fp 4.6). O convite é para lançar sobre Ele toda a ansiedade. O texto revela que a libertação da ansiedade não começa na negação do sofrimento, mas na confiança em um Deus soberano e cuidador.
Sintomas comuns da ansiedade
Os sintomas físicos incluem taquicardia, falta de ar, tensão muscular, fadiga, dores de cabeça, distúrbios do sono. Os sintomas emocionais se apresentam como medo constante, inquietação, irritabilidade, sensação de perda de controle e tristeza persistente. E tudo isso se reflete no comportamento, tais como, isolamento, procrastinação, compulsões, dificuldade de tomar decisões, entre outros.
A Escritura não trata a ansiedade com superficialidade, mas nos convida a lidar com ela à luz da fé e da dependência do Senhor. Em Filipenses, Paulo não apenas reconhece a possibilidade da ansiedade, mas oferece um caminho espiritual claro para enfrentá-la por meio da oração, súplica, gratidão e confiança na paz de Deus “que excede todo o entendimento, e que é capaz de guardar os corações e os sentimentos” (Fp 4.7)
Não andar ansiosa é um chamado à confiança diária
“Não estejais ansiosos por coisa alguma…” (Fp 4.6a). Essa exortação não é uma negação da dor, mas um convite à confiança consciente em Deus. “Não andar ansiosa” significa não permitir que a preocupação governe nosso coração. Essa atitude envolve aprender a substituir o medo pela fé, lembrando que Deus permanece soberano mesmo quando as circunstâncias são incertas.
Lição prática: Observe quais pensamentos alimentam sua ansiedade; Reconheça diante de Deus aquilo que você não consegue controlar; Ore com sinceridade, entregando expectativas, medos e planos; Declare na oração, sua confiança no cuidado do Senhor, mesmo sem respostas imediatas.
A oração, súplica e gratidão são o caminho contra a ansiedade
“…As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.” (Fp 4.6b). A Bíblia apresenta uma solução espiritual à ansiedade, isto é, levar tudo a Deus. A oração expressa relacionamento; a súplica revela dependência; a gratidão fortalece a fé. Quando aprendemos transformar nossas preocupações em petições, nosso coração começa a experimentar alívio e esperança.
Lição prática: Estabeleça uma rotina de oração que envolva mente, coração e Palavra; Desenvolva o hábito diário de entrega espiritual; Transforme cada preocupação em uma oração específica; Nomeie diante de Deus cada ansiedade, sem reservas; Inclua a gratidão mesmo antes da resposta, reconhecendo a fidelidade de Deus.
A paz de Deus como guarda da mente e do coração
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Fp 4.7). A promessa não é apenas de paz, mas de uma paz que protege — como uma sentinela espiritual — nossa mente e nosso coração. Essa paz não depende da lógica humana, mas da presença de Cristo. Isso significa segurança interior mesmo em meio às incertezas externas.
Lição prática: Alimente sua mente com a Palavra de Deus, não com o medo; Proteja seus sentimentos por meio da comunhão com Deus e com a Igreja; Busque ajuda espiritual e profissional quando necessário, sem culpa ou vergonha, entendendo isso como cuidado, e não como falta de fé.
Em suma, fomos chamadas a não viver dominada pela ansiedade, mas a experimentar a paz que vem da comunhão com Deus por meio da oração, da confiança e da gratidão. Quando entregamos a ansiedade aos cuidados do Senhor, a paz de Deus se torna uma realidade diária protegendo a nossa mente e o nosso coração.Deus não apenas escuta nossas orações, Ele se importa profundamente com a saúde física e espiritual do nosso coração. Ao confiar n’Ele, toda mulher cristã descobre que não caminha sozinha e que a paz prometida por Deus é real, acessível e transformadora.
Queridas, Deus vos abençoe, até mais!

Dirlei Baptista
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