Judite Maria da Silva Alves

Professora e terapeuta familiar; casada com o Pr.Ailton José Alves (presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco); mãe de três filhos (casados), e avó de quatro netos. Apresenta diariamente, há mais de dez anos, o programa “A mulher e seus desafios” pela Rede Brasil de Comunicação. Lidera o trabalho de Círculo de Oração em todo o estado de Pernambuco e coordena as atividades sociais da IEADPE, que mantém oito Centros de Desenvolvimento Integral Vida em várias comunidades carentes na Região Metropolitana do Recife, onde são atendidas mais de 4 mil crianças.

Devemos olhar para Sara?

Damos graças ao Senhor porque a Bíblia, quando relata as histórias de homens e mulheres de Deus, não omite suas virtudes e, muito menos, suas debilidades. É fato que, Deus usa suas debilidades para que Seu poder seja demonstrado, e isto traz esperança a todas nós, que ora estamos nas nuvens, “pegando o céu com a mão”; ora estamos na mais profunda caverna, um poço profundo que só Deus nos tira de lá”. 

Fico muito feliz quando Tiago se refere a Elias dizendo: Elias foi homem sujeito as mesmas paixões que nós, mas fez milagres extraordinários (Tg 5.17). Não é diferente da vida de Sara, que teve seus momentos de dúvidas, controversas e dificuldades. Mas Deus falando ao Seu povo, pelo profeta Isaías, diz: “olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu a luz, porque sendo ele só o chamei, e o abençoei, e o multipliquei” (Is 51.2). Que coisa maravilhosa! Sabemos que houve momento em que Sara interveio no plano de Deus convencendo a Abraão para seguir seu próprio plano, porque, para ela, o de Deus já não aconteceria. Meteu-se em encrencas com a própria Agar, em seguida, não se entendeu com Abraão, e quando o Anjo do Senhor diz que Isaque, “o sorriso”, iria chegar, ela sorriu duvidando. Entretanto, é essa Sara que o apóstolo Pedro, no Novo Testamento, nos aconselha a seguir seu exemplo: “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe Senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto”(1 Pe 3.6). E não só isso, a querida Sara está incluída na galeria dos heróis da fé, na galeria daqueles que honraram e amaram ao Senhor. Na carta aos Hebreus 11.11 lemos: “Pela fé, também, a própria Sara, apesar de não poder ter filhos por ser idosa, recebeu poder para ser mãe, pois considerou fiel aquele que lhe fez a promessa.” 

Spurgeon, comentando sobre Sara, nos diz que houve várias ocasiões nas quais ela poderia ter sido muito inquieta e aborrecida. A primeira foi em romper com sua vida doméstica. Seu marido Abrão recebe um chamado para sair de Ur dos Caldeus. Se deslocar daí para Harã não foi nada fácil, pois era uma jornada longa, e ademais não sabia onde iria se fixar. Será que se tivéssemos no lugar de Sara havíamos compreendido isso? No trajeto, houve muitas surpresas boas, mas ruins também, e Sara não deixou de frutificar em tempo de crise.

Ou seja, apesar das suas debilidades, Sara manteve-se fiel a Deus e buscou frutificar em meio à crise. E você, está preparada pelo Espírito Santo para frutificar em tempo de crise? Mesmo vivendo uma vida instável, ora estava em um lugar, ora peregrinava para o outro, armando e desarmando tendas, Sara seguia fielmente seu marido, confiando que o Senhor, que o chamou, os estava guiando. É fato que a instabilidade afeta nossos nervos. Mulheres gostam de previsibilidade, de organização - pelo menos a maioria. Nós gostamos de ter certeza das coisas, mas pelos relatos bíblicos, tiramos a conclusão de que a vida de Sara era uma eterna incerteza. Ainda assim ela manteve-se firme naquele que fez a promessa. Aleluia! A mulher que aprende exercitar a submissão e obediência a Deus atrai as bênçãos de Deus para o seu lar e para sua família. Seguramente, nossa dependência para com Cristo será notória. Como eu e você precisamos de paciência para nos submetermos à vontade de Deus, amada! O escritor aos Hebreus diz: Vocês precisam perseverar, ou seja, de paciência, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcancem a promessa (Hb 10.36). Não podemos desanimar. A vitória está no final e não no começo das coisas. Caminhe, mas não se apresse. Spurgeon nos aconselha: “A calma da mente é a mãe da prudência e descrição. Ela dá a firme posição que é necessária para o guerreiro, quando ele está prestes a deferir um golpe vitorioso. Aqueles que não podem ser surpreendidos pelo medo viverão para serem surpreendidos com a misericórdia! “Como”, pergunta alguém, “podemos obter isso?” Essa é a questão!

Lembrem-se, isto é uma consequência de fé e vocês a terão na proporção em que tiverem fé e se aproximarem de Deus. Tenham fé em Deus e vocês não terão medo e nenhum espanto".

Vamos em frente companheira, na nossa luta diária; é desafiadora, mas confiemos como Sara naquele que nos fez a promessa!

Um forte abraço!

 Judite Alves

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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