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Sonia Pires

Psicóloga Clínica; Psicóloga Clínica; ⁠Psicoterapeuta; ⁠Neuro Psicóloga; Pós Graduada em Instrumental Enrichment - Phase I e II em Israel (1994); Pós Graduada em Instrumental Enrichment Lebel III Training no Canadá; ⁠Palestrante em diferentes temas nas áreas de Psicologia e Fé Cristã;⁠ Escritora; Autora do Livro "Entre Nós Mulheres" (CPAD) ; ⁠Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Belenzinho (SP); Professora da Classe de Senhoras da EBD; Voluntária no “ASILAR” e Asilo e lar da AD - Belém (SP). 

 

 

Exercitando o Perdão

O perdão é uma das mensagens mais poderosas e transformadoras do Evangelho de Cristo. Para nós, mulheres cristãs, compreender o valor do perdão segundo a Bíblia é essencial para vivermos de forma plena, saudável e em comunhão com Deus e com o próximo.

Jesus nos ensinou sobre o perdão não apenas com palavras, mas com o exemplo. Na cruz, Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Esse gesto resume a essência do perdão cristão: uma decisão de amar, mesmo diante da dor e da injustiça.

Segundo as Escrituras, perdoar é uma ordem, não uma opção. Em Mateus 6:14-15, Jesus declara: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas.” Isso nos mostra que o perdão é o caminho para recebermos a graça divina. É um ato de obediência e de confiança no caráter justo e restaurador de Deus.

Do ponto de vista espiritual, o perdão nos liberta do peso do ressentimento. Quando decidimos perdoar, abrimos espaço em nosso coração para que o Espírito Santo atue. Ele cura feridas profundas, restaura relacionamentos e nos enche de paz. O perdão não muda o passado, mas transforma o nosso presente e define um novo futuro.

Além dos benefícios espirituais, o perdão também promove saúde emocional e mental. Estudos mostram que pessoas que cultivam o perdão apresentam menos sintomas de depressão, ansiedade e estresse. O rancor gera um fardo emocional, muitas vezes invisível, mas que consome energia, enfraquece a fé e impede a alegria de florescer. Perdoar é também um ato de autocuidado.

Por outro lado, a falta de perdão pode ser devastadora. Um coração endurecido pelo ódio ou pela mágoa se torna terreno fértil para amargura, isolamento e até doenças físicas. Provérbios 17:22 diz: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido seca os ossos.” A mágoa alimentada pode se transformar em prisão espiritual, bloqueando bênçãos e distanciando-nos de Deus.

Mas afinal, quando devemos perdoar? A resposta bíblica é clara: sempre. Em Mateus 18:21-22, Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deveria perdoar seu irmão: “Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” Isso significa que o perdão deve ser contínuo, ilimitado, um estilo de vida.

E como perdoar, especialmente quando a dor é profunda? Primeiro, reconhecendo que não temos forças sozinhas. É necessário pedir ao Senhor que nos ajude. O perdão começa como uma decisão, e não como um sentimento. Não se trata de esquecer o que aconteceu, mas de entregar a Deus o direito de julgar e curar. Em oração, devemos pedir a força que vem Dele e declarar a decisão de perdoar, mesmo que ainda sintamos dor. O Espírito Santo alinhará os sentimentos à decisão.

O perdão não justifica o erro, mas rompe o ciclo da dor. Ele restaura nossa alma, renova nossa comunhão com Deus e nos faz mais parecidas com Cristo. Que possamos, como mulheres cristãs, escolher o caminho do perdão diariamente, sabendo que ao fazê-lo, nos tornamos agentes de reconciliação e espelho do amor de Jesus neste mundo.

Até mais queridas.

sonia

Sonia Pires

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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