Manter a memória de quem somos é o que nos torna conscientes da nossa existência. É um privilégio e bênção de Deus podermos nos lembrar da infância, das escolhas importantes que fizemos, das etapas que vencemos para chegar aonde estamos hoje.
É por isto que é tão devastador encarar doenças como o Alzheimer, identificada por uma série de mudanças no cérebro que causam danos às células cerebrais, e que é a forma mais comum de demência conhecida atualmente.
Os sintomas da Doença de Alzheimer podem variar em intensidade e gravidade, mas geralmente incluem a perda de memória, especialmente as informações recentes, nomes, eventos e detalhes do dia a dia.
Além disso, doenças que afetam a memória acabam por diminuir a capacidade de comunicação verbal, e a pessoa fica com dificuldade em encontrar palavras, formar frases ou compreender o que os outros dizem. Isto faz com que tarefas cotidianas, como se vestir, preparar refeições, tomar banho e cuidar da higiene pessoal, se tornem cada vez mais desafiadoras, pois a capacidade de realizar ações ou cálculos simples pode diminuir.
Quem perde a memória perde a capacidade de reconhecer a estrada que foi percorrida ao longo da vida. Há um ator conhecido mundialmente, chamado Bruce Willis, que alguns anos atrás foi diagnosticado com afasia, uma condição marcada pela perda parcial ou total da capacidade de se comunicar ou entender a linguagem. Posteriormente a afasia evoluiu para uma demência frontotemporal (DFT), uma doença degenerativa e sem cura - e assim sendo, todo sucesso e fama, todos os grandes feitos e eventos estão sendo apagados!
O mais triste para os familiares dos que sofrem com demências, é perder a pessoa enquanto ela ainda está viva. Não há mais como discutir lembranças, ou conversar sobre o casamento, os filhos, as viagens, e as conquistas profissionais alcançadas. E dependendo da gravidade da doença, também não há mais como pregar o evangelho de forma que o outro se posicione conscientemente.
Nós que mantemos a memória intacta, mesmo carregando as lembranças dos momentos difíceis vivenciados, precisamos ser gratos. E, mais do que isto, independente da idade que temos, necessitamos aprender a formar memórias agradáveis, corretas, dignas e consoladoras para nosso tempo presente e futuro.
Como fazemos isto? Escolhendo hoje o que queremos colher da memória em dias futuros!
Só tem memória de abraços quem abraça. Só tem memória de viagens quem viaja. Só tem memórias de conversas gostosas com a família quem planeja no cotidiano momentos afetivos de qualidade.
Só há boas memórias se coisas boas foram vivenciadas no passado, mesmo que este passado seja o dia de ontem.
Portanto, se você tem memória e consciência para conseguir ler e compreender o que eu escrevo, ainda dá tempo! Produza tempo de aconchego com seus familiares, brinque com seus netos, abrace seus filhos, converse sossegadamente com pessoas que amam você.
Oremos para que mesmo na velhice nossa memória se mantenha saudável. E enquanto isso podemos assistir mais pôr do sol, tirar mais fotos, cantar mais alto, ler mais a Bíblia, concretizar as viagens planejadas.
Não preenche sua memória com momentos rancorosos, palavras destemperadas ou desafetos. Não queira manchar sua existência futura com memórias que envolvam brigas, rancores ou mágoas.
Afinal, preocupar-se até a morte com ressentimento seria uma coisa tola e sem sentido de se fazer. (Jó 5.2).
Defina hoje suas recordações futuras. Decida por lembranças carregadas de emoções positivas. Escolha boas memórias.

Elaine Cruz
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