Você já deve ter ouvido a expressão “Ele parecia um príncipe, mas acabou virando um sapo”. Esta frase geralmente é usada dentro do contexto de uma decepção amorosa, e aponta para o fato de que as aparências podem enganar.
Um príncipe que vira sapo é uma inversão de um conto infantil, dos famosos irmãos Jacob e Whilelm Grimm, escrita no início dos anos 1800. Nesta estória fictícia, uma princesa encontra um sapo e o trata com carinho (algumas versões ainda dizem que ela o beijou), e então o sapo se transforma em um belo príncipe. Contudo, se na ficção tudo pode terminar bem, na vida real a probabilidade maior é que algo que parece bom no início se transforme em uma grande decepção.
A Bíblia ja afirma que “Há caminho que parece ser bom ao homem, mas no final conduz à morte.” (Provérbios 14:12). Dentro do contexto atual, em que as aparências e os discursos falam mais alto do que a verdade ou a sinceridade, atitudes, palavras e até promessas podem facilmente encantar a muitos. O triste é que nem sempre as expectativas correspondem à realidade, assim como tapinhas nas costas, ou gestos aparentes de bondade, podem ocultar um caráter mal formado.
Pessoas carentes emocionalmente tendem a se deixar enganar por palavras doces, porque expressam algo que elasdesejam ouvir. No âmbito da vida afetiva, muitas mulheres são enganadas por “príncipes”, que se apresentam com palavras românticas, atitudes aparentemente corretas e uma imagem bem construída, mas que, após o “beijo” — símbolo de entrega, confiança e aproximação — revelam um caráter distante dos princípios bíblicos!
O caminho para não nos surpreendermos com sapos é manter um afeto sincero e desejar o bem a todos, mas não abrir o coração de imediato. E esta regra é ainda mais premente quando se trata da vida amorosa. O amor verdadeiro não é cego; mas é prudente, paciente, inteligente e fundamentado na confiança em Deus.
Em Provérbios 4:23 lemos: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Precisamos aprender a ser sábios, a pesquisar e analisar os motivos dos outros, a buscar discernimento espiritual. Nós só vemos o exterior, mas “o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” (1Samuel 16.7). Assim sendo, para evitar decepções, precisamos pedir orientação a Deus para o desenvolvimento de todos os nossos relacionamentos.
Mais do que ouvir palavras, precisamos analisar a consistência dos frutos das pessoas com quem convivemos. Isto não significa que devemos sempre desconfiar de todos, mas que necessitamos buscar em Deus sabedoria e equilíbrio emocional.
Sempre haveremos de nos decepcionar com pessoas, mas também sempre haverá príncipes que continuarão sendo amáveis e sinceros. Há amigos(as) que testemunham as histórias das nossas vidas e nos cercam de amor. E há cônjuges que partilham e estimulam o melhor de nós. Só o que precisamos é estarmos alinhados com a sabedoria que vem de Deus - o único que conhece todas as coisas, que discerne intenções, e conhece o real caráter de todos nós!

Elaine Cruz
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