Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Considere o que você já tem!         

A parábola do filho pródigo retrata do comportamento do filho que gasta o que recebe do pai, fica na ruína e volta para pedir perdão. Deus é o pai perdoador e misericordioso, que espera e festeja a volta do filho rebelde, honrando-o em mais um ato de amor incondicional. 

Nesta parábola me preocupa muito a atitude do filho mais velho, que fica em casa com o pai: "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’ (Lucas 15.25-30). 

Este filho nos parece invejoso e ingrato. Suas palavras são frias, não consegue se alegrar com o retorno do seu irmão, e mesmo em um momento festivo tem o olhar individualista de pessoas mesquinhas e egoístas. Mas o que mais me preocupa é o fato ele não ter aproveitado o seu tempo com o pai, que precisa lembrar-lhe: Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. (Lucas 15.31)

Estas palavras do pai são muito profundas, e retratam a realidade de muitas pessoas. Há pessoas que gozam de uma boa saúde, têm vigor para trabalhar e podem usufruir da visão, audição e outros órgãos do sentido, mas estão sempre reclamando do seu trabalho. Outras são ainda novas e ativas, mas estão preocupadas com a velhice que ainda há de chegar. 

Pais reclamam do barulho dos filhos pela casa, esquecendo-se de que anos virão, em que a casa ficará silenciosa, mas vazia. Mães reclamam da louça que não diminui da pia ou das muitas roupas dos filhos espalhadas pela casa, sem considerar que quando seus filhos forem constituir suas próprias famílias, a saudade dos cuidados com os filhos pequenos vai bater.

O irmão do filho pródigo tinha a casa, os bens, os alimentos, o afeto paterno, mas não soube aproveitar. Ele se ressente da atenção que seu irmão recebe, sem avaliar o quanto ele próprio era privilegiado e amado. Como muitos de nós, ele se ocupava mais de observar a grama do vizinho, julgando que os outros pudessem possuir uma vida melhor que a dele.

Precisamos aprender a valorizar mais a nossa casa, os nossos pertences, as nossas vivências. Agradecer pela fidelidade do marido ou da esposa, apreciar a alegria e inteligência dos filhos, estimar os abraços e beijos recebidos pelos familiares, e prezar pelo afeto e pelos amores dos que amamos.

Quem considera e valoriza o que tem, usufruindo dos grandes e simples momentos da vida, aprende a ser mais feliz. E, quando aprendemos a ser gratos pelo pouco, Deus tem prazer em nos conceder mais!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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