Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

A Filosofia Antinatalista

No último ano, a pandemia ampliou a utilização das redes sociais em mais de quarenta por cento, e muitos que não possuíam páginas ou e-mail, não só criaram suas páginas, como passaram a pesquisar mais notícias na internet. Isto fez com que muitos grupos intensificassem a postagem e propagação de diversas filosofias, em vários campos do conhecimento, e muitas delas confrontam seriamente as Escrituras Sagradas – como é o caso do Antinatalismo. 

O movimento Antinatalista vem ampliando sua divulgação por conta das mídias sociais, a despeito da discussão contra a procriação vir de longo tempo, pois começou no período da Grécia antiga. Este movimento, com adeptos em todos o mundo, defende que as pessoas deveriam deixar de procriar, que este ato seria um moralmente ruim, pois deveríamos estar preocupados com a superpopulação do planeta e com o meio ambiente. 

Os antinatalistas atribuem um valor negativo ao nascimento, e declaram ser um absurdo colocar crianças no mundo sem que estas possam consentir no nascimento. Para eles, as crianças deveriam ter que opinar (o que sabem ser impossível), mas ainda assim declaram que é um absurdo colocar pessoas no mundo sem que elas possam decidir sobre isso. E com o discurso de que não é ético ter filhos biológicos, os natalistas defendem a adoção ou a implantação de creches bem montadas para formar uma geração de adultos mais sociáveis, e ainda discutem o sofrimento da existência humana. 

Aliás, o pensamento de que a vida humana é permeada de muito sofrimento é a base para muitas das questões levantadas: o mundo injusto não precisa da crueldade dos pais em gerarem novos bebês para sofrerem as injustiças sociais – e a única forma de evitar isso seria o não nascimento de mais crianças no mundo! 

Quando nos voltamos para a Bíblia, sabemos que a primeira determinação de Deus para Adão e Eva foi: Crescei e Multiplicai. E todos sabemos que a palavra multiplicar indica ter filhos, procriar, gerar descendência para povoar a terra. Deus formou a mulher para gerar os filhos, e orquestrou de forma maravilhosa a organização genética para a fecundação, bem como para a gestação e o desenvolvimento humano. E se Deus determinou que homens e mulheres gerariam vida, quem é o ser humano para se opor ao nascimento dos filhos e à escolha de casais pelos filhos biológicos, quando os casais, inclusive casados perante a lei, podem e escolhem procriar? 

É claro que todo casal necessita realizar um planejamento familiar, pois cada um sabe quantos filhos consegue educar e manter financeiramente. É certo que precisamos pensar em um planeta sustentável e na boa distribuição dos recursos naturais. E sabemos que há uma grande quantidade de crianças que nascem de pais despreparados para a vida parental, que infelizmente fazem seus filhos sofrer, seja pela crueldade da violência doméstica ou do abandono. Mas isto não pode nos fazer defender a imoralidade social do nascimento de um bebê, especialmente quando nasce do fruto do amor conjugal entre pessoas que se amam e que decidem perpetuar sua descendência! 

A paternidade ou maternidade sempre foram significativas nos tempos bíblicos do Velho e Novo Testamento. Os pais tinham a responsabilidade de educar socialmente seus filhos, ensinar-lhes uma profissão e direcioná-los na vida espiritual. O exercício parental é um grande presente para ambos pais, e continua sendo a base para a construção social e familiar dentro do modelo bíblico estabelecido por Deus.

Sou a favor da concepção responsável, de casamentos bem edificados em amor e respeito conjugal, da família nuclear bem alicerçada em valores bíblicos. Afinal, quanto mais perto de Deus nossa família estiver, mais nossos filhos e netos serão felizes e justos neste mundo infeliz e injusto, trazendo luz para este mundo de trevas. E sempre haverá pais e mães responsáveis e felizes enquanto imitarmos o Pai supremo, nosso Pai eterno, o nosso Deus!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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