Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

A ânsia de mudar o passado!?

Hoje é o presente que temos. O passado e o futuro não nos pertencem: já vivenciamos o passado e ainda não seguramos o futuro.

O tempo é inexorável. Ele não cede às nossas necessidades, mesmo quando precisamos de mais tempo para a realização de um projeto. O tempo é implacável, rigoroso, apertado para tudo o que planejamos fazer com ele. E o tempo é inflexível, pois os minutos não param de correr!

Percebemos mais facilmente o quanto a rigidez do tempo impõe limites para o nosso presente. Diariamente vamos nos deitar sabendo que várias coisas que deveríamos ter feito naquele dia vão ter que ser efetuadas no amanhã. Até porque há muitas coisas pendentes na nossa vida que, para serem resolvidas, dependem do tempo de outras pessoas, sejam parentes, amigos ou profissionais – e conciliar o nosso tempo com a disponibilidade de tempo dos outros é algo bastante trabalhoso.

O mais complexo quanto ao tempo do passado, é que o passado é um tempo que passou. O passado é um tempo que não retorna, que evaporou das nossas mãos como a areia que escorre pelo meio dos dedos. Assim sendo, somos impotentes para agir no passado, para consertar ações concretizadas, para reformular atitudes equivocadas.

Mesmo cientes disto, o passado nos incomoda. Nossa mente, invariavelmente, levanta questões como: Por que ele agiu daquela maneira? Como eu tive coragem de realizar tamanha façanha? Por que eu não respondi à altura? Eu precisava tentar consertar o resultado daquela reunião de família!  Quanta vergonha eu sinto por ter agido daquela forma!

É importante pensar nos erros cometidos no passado, exatamente para não os repetirmos no presente. Muitas vezes um pedido de perdão ou uma conversa de reconciliação pode melhorar um relacionamento que foi machucado. O ato da introspecção, de olhar para dentro de nós e descobrir os motivos de uma atitude destemperada, nos faz avançar no caminho da busca pelo Fruto do Espírito. Podemos, portanto, melhorar nossas ações e sentimentos presentes e futuros, mas não anular o que já foi dito ou feito.

A palavra dita não volta. A expressão de desamor não pode ser anulada. A dor da agressão verbal ou física não será esquecida. Na mente humana, as situações podem ser perdoadas, mas não apagadas!

Assim sendo, se você errou, uma vez que você se arrependeu, pediu perdão a quem devia, mudou seus padrões de resposta, e se consertou diante de Deus e de quem você feriu, siga em frente. Se você se abraçar ao remorso diariamente, acabará se ferindo ainda mais, e se tornará impotente para mudar suas ações presentes, pois continuará preso nas culpas e traumas do passado. 

Se foram outros que erraram com você, perdoe aqueles que se desculparam, e tenha mais sabedoria para lidar com estas pessoas em situações presentes e futuras. E perdoe também quem não emitiu um pedido de perdão quando você disse estar machucado, e que finge que nada aconteceu, mesmo ciente de que lhe feriu. E se alguns continuam ferindo você deliberadamente, perdoe todas as vezes, e se possível for, se afaste um pouco, reservando sua intimidade e seu tempo para estar com quem ama e considera você.

O passado não muda. Muitas pessoas não mudam. Muitas realidades não mudam. Mas nós podemos mudar a partir do que aprendemos e vivenciamos – mudar para melhorar nossas escolhas de palavras, para nos afastar do que é mal, para não nos deixarmos amargar pelas ações alheias. No capítulo três de Filipenses, o apóstolo Paulo faz uma revisão rápida do seu passado como hebreu e fariseu, revisa seus erros e motivos de perseguir a igreja pelo fato de ter sido zeloso quanto à lei mosaica, mas entende que seu presente e seu futuro são muito mais importantes: …uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. (Filipenses 3.13,14).

Olhe menos para trás. Lembrando-se sempre que os atos e as palavras proferidas hoje serão seu passado logo após serem expressas. Portanto, já tendo aprendido com seu passado, não fale tudo o que pensa, engula a afronta, aprenda a ignorar as indiretas, não entre em discussões desnecessárias, e não deixe a carência ou o orgulho ditarem suas ações.

Siga em frente, prossiga para o alvo, tendo sempre em mente a bendita esperança, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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