Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Amando à distância

Amar é uma decisão pessoal de nutrir afeto por alguém. Podemos decidir amar alguém de quem gostamos muito, e esta é uma escolha lógica e fácil de ser feita. Mas também podemos decidir amar pessoas com quem não concordamos, de quem não gostamos, mas que podem ser nossos pais, mães ou parentes próximos. E de modo a cumprir a Bíblia, podemos e devemos amar inclusive nossos inimigos – dos quais certamente não gostamos!

Quando amamos alguém, nosso desejo é estar perto, conversar, tocar e partilhar o máximo de tempo possível, criando memórias que aquecem o coração. É bom ouvir a voz e as gargalhadas dos que amamos. E mesmo quando choramos juntos, é reconfortante poder ter o privilégio de chorar e orar junto com quem amamos.

Entretanto, muitas vezes, aprendemos a amar à distância.

Há cônjuges que viajam a trabalho, que passam dias ou meses na estrada, visitando diferentes cidades. Outros ficam embarcados, navegando em mares por meses seguidos, ou exercendo sua profissão como comissários de aviões. Outros trabalham dando plantões, e passam vários dias da semana dormindo fora de casa. Contudo, ainda assim, o amor é nutrido pelos bons poucos momentos juntos, e vai se consolidando mesmo na distância, através de um compromisso pessoal com o afeto.

Muitos filhos, mesmo sabendo serem muito amados por seus pais, seguem suas vidas profissionais longe de casa. São empregados por empresas sediadas em outras cidades, estados ou países, e deixam o aconchego da casa para construírem suas carreiras profissionais. Sabem que sempre terão um lar na casa de seus pais, mas agora são cidadãos que encaram os desafios bem longe de casa.

Há ainda os filhos que se casam, que se mudam para endereços diferentes, perto ou longe, no Brasil ou fora do país. Aos pais e irmãos que os amam, cabe acompanhar as notícias, vibrar com as conquistas, mas manter o amor à distância do cotidiano, que não pode mais ser partilhado. Agora os filhos casados vão escrever histórias com suas próprias famílias, e aos pais cabe orar e partilhar o pouco que puderem, amando incondicionalmente como sempre fizeram, e aproveitando os raros momentos amorosos juntos. Nestes casos, mesmo com a distância, as boas lembranças da infância, os muitos afetos trocados, os atos amorosos inesquecíveis e a história construída com os filhos, vão manter os laços de amor bem sólidos.

Infelizmente, há pessoas que precisamos amar à distância, porque os atos amorosos só são expressos de um lado do relacionamento. É o caso de mulheres que amam os homens com quem se casaram, mas estes adulteraram e escolheram outras mulheres e outros filhos para dar afeto. Elas continuam amando por um tempo, esperando a volta, torcendo pelo arrependimento. Muitas vezes o amor se torna tênue, pois desejam o melhor pra ele, mas sabem que nunca mais vão partilhar suas vidas como outrora.

Há ainda casos em que um homem ama uma esposa, mas ela escolhe ser fria, distante afetivamente, mais próxima de amigas e parentes do que do seu cônjuge. Muitas vezes o marido fica, amando e suprindo-a de afeto, amando à distância enquanto espera pelo sorriso ou pelo abraço ocasional da mulher que ama. Nestes casos, os dois perdem a chance de serem felizes, de se completarem, de decidirem nutrir um afeto conjunto que só os faria mais plenos e felizes!

Infelizmente, há ainda mães e pais que são ausentes, distantes dos seus filhos. Ainda assim, muitos filhos crescem amando-os, sempre esperando por atos de afeto ou para ouvir Eu te amo. Amam à distância, mesmo que morando na mesma casa ou na mesma cidade!

Nas situações acima, a distância entre as pessoas pode não ser física, mas o abismo emocional é imenso – o que machuca ainda mais, pois o outro não ama de volta porque não deseja porque não sabe fazê-lo. Assim sendo, muitas vezes, quando somos sempre machucados, as visitas vão se tornando mais raras, e os momentos partilhados, por serem difíceis, vão diminuindo, só acontecendo em datas especiais ou por necessidade de saúde.

As distâncias físicas podem ser aproximadas pelo amor, mas as distâncias emocionais não são vencidas por conta da proximidade cotidiana. Portanto, ame sempre, e não permita que as distâncias afetivas sejam criadas ou alimentadas por você. Ame à distância quando seus filhos e pais residirem longe, mas ame bem de perto enquanto você ainda tem quem ama por perto!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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