Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Natal

A palavra natal significa nascimento, natalício. Todos temos uma cidade natal, onde nascemos, assim como uma data natalícia.

Contudo, a palavra natal está associada diretamente à data em que comemoramos o nascimento de Jesus, no dia 25 de Dezembro, mesmo cientes de que Jesus não nasceu neste dia, e que é só uma convenção formada para a celebração do fato.

Eu penso que o nascimento de Jesus deve ser celebrado. Precisamos falar e pregar mais sobre o dia em que Deus nasceu neste mundo, se fazendo carne, habitando entre nós: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1-5,9-14)

O Nascimento de Jesus, portanto, não deve ser celebrado só em Dezembro. Somos salvos pela graça porque Jesus nasceu, morreu e ressuscitou. Jesus nos abriu a porta para a graça, sendo ele mesmo a porta: Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. (João 10.9)

A partir do seu nascimento como Filho do Homem, Jesus vence o pecado, e na cruz nos reconcilia com Deus, nos permitindo ser resgatados e redimidos pelo seu sangue, a partir do momento que aceitamos seu sacrifício vicário e seguimos pelo caminho apontado pelas Sagradas Escrituras.

Natal é a celebração do nascimento de Jesus, mas vai além, pois inaugura, para nós, a liberdade do peso da Lei e a escolha pela Graça que liberta! Somos livres para servir, adorar e viver uma vida cristocêntrica, aceitando o convite de Jesus, cujo fardo é leve e suave: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mateus 11.28-30).

Infelizmente, a verdade é que temos assistido em nossa sociedade, e até em alguns lares evangélicos, uma inversão de valores quanto à prioridade das festas natalinas. Nos dias atuais, o culto ao papai Noel vem crescendo tanto, a ponto de muitas séries apontarem o papai Noel como o protagonista da historia natalina, e falarem de Natal com datas anteriores ao nascimento de Jesus!

Celebre o nascimento de Jesus. Na casa onde eu nasci, não havia o hábito da ceia de natal no dia 24 de dezembro. Como a minha mãe sempre organizava as festas e peças de natal da igreja, nossa casa ficava cheia de pessoas confeccionando coroas, vestimentas e adornos para o tão esperado culto de Natal do dia 25 à noite.  Era uma época festiva, de casa cheia e de muita cantoria – não porque os presentes eram caros e modernos, mas pela alegria dos ensaios e preparativos para celebrar o verdadeiro natal de Jesus.

Jesus será sempre nosso maior e melhor presente de Natal. Podemos presentear amigos e familiares, mas a história do Natal, que vai da manjedoura à cruz, precisa ser contada de forma correta a nossos filhos e netos. Se não fizermos isso, nossos filhos e netos vão assimilar o ensino mundano, associando o Natal a presentes e ao chamado papai Noel.

Precisamos celebrar mais Jesus. Celebrar no dia reservado para comemorar seu nascimento, mas todos os dias, pois o nascimento de Jesus nos permite, hoje, celebrarmos o nosso Novo Nascimento em Jesus!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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