Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Dias nublados

O sol é nossa fonte primária de calor, de vida e energia. A intensidade dos raios solares interfere nas diferentes características das estações do ano, na doçura das frutas e no amadurecimento dos frutos. Na humanidade, o sol influencia o humor das pessoas, e comanda a distribuição das tarefas diurnas ou noturnas.

Sobre o grande luminar, a Bíblia afirma que o sol se levanta e o sol se põe, e depressa volta ao lugar de onde se levanta (Eclesiastes 1.5). O texto bíblico ainda afirma que: “Certamente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol” (Eclesiastes 11.7). Do ponto de vista simbólico, Jesus é o Sol da Justiça, que traz luz para a escuridão da vida, cura para as nossas noites sombrias, e justiça sobre a terra: “Para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas” (Malaquias 4.2).

As pessoas que residem em países com mais dias ensolarados são, em geral, mais sorridentes e despreocupadas. O sol traz calor e é fonte primaz de vitamina D, que é importante para a prevenção de várias doenças, como câncer, diabetes, osteoporose, distúrbios circulatórios e depressões.

Do ponto de vista vivencial, todos desejamos dias ensolarados e claros, com o céu azul e com os raios dourados do sol colorindo nossos caminhos. Entretanto, infelizmente, na vida temos muitos dias nublados: sabemos que o sol permanece no seu lugar de sempre, mas não conseguimos enxergá-lo!

Quantas vezes nos vemos afligidos, oramos e olhamos para os céus, mas não enxergamos com clareza a direção que devemos seguir? Quantas noites longas já atravessamos, sem termos a noção exata de quantos dias ou meses precisaríamos esperar pelo sol da manhã em que a vitória nos esperava? Quantas vezes encaramos períodos difíceis, vales de trevas e de dores, enfrentando doenças físicas ou sofrimentos emocionais, que nos impedem de gozar da alegria ensolarada que marca os dias em que estamos felizes?

Sim. Todos nós vivenciamos dias nublados, em que olhamos para os céus e tudo o que vemos são nuvens escuras e pesadas, que a qualquer momento parecem pode desabar bem em cima das nossas cabeças, atrapalhando nossos planos tão bem elaborados. Afinal, nos nossos muitos dias debaixo do sol, como lemos tantas vezes no livro de Eclesiastes, vivemos variados tempos e estações da vida.

Dias nublados exigem mais cuidado nas estradas da vida, mais introspeção e cuidado para tomar decisões. Podemos ficar mais calados, por vezes tristes ou preocupados, mas não devemos perder a fé: o sol vai voltar a surgir, os raios solares vão voltar a aquecer nosso casamento, a alegrar nossa família, a clarear nossos caminhos profissionais, e a colorir nossa vida emocional.

Nos dias nublados, tenha sempre a lembrança que, por mais que as nuvens encubram o sol, ele está lá – assim como Deus: mesmo que não o vejamos ou o sintamos em alguns momentos difíceis, ele nunca nos abandona, e está sempre presente, aonde quer que nos encontremos: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” (Salmo 139.7-12).

Em tempos nublados, não deixe de orar, de louvar, de adorar e de crer. Deixe Deus resplandecer sua noite como o dia e, pela fé, sinta o calor dos raios dourados nos dias mais nublados da sua vida!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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