Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Cabelos femininos

Os cabelos emolduram o rosto. São ornamentos preciosos para a beleza feminina, e motivo de preocupação constante de toda mulher que preza pela boa aparência.

Assim como as roupas, a forma como arrumamos os cabelos femininos também seguem tendências. Nos anos vinte, a moda era cabelos lisos, quase colados à cabeça. Já nos anos trinta, ao contrário dos aparatos que temos hoje em dia, as mulheres usavam pentes, alfinetes e os dedos para conseguir o efeito de S, fazendo com que cabelos longos ou curtos ficassem com as pontas alisadas ou cacheadas, mas sempre com ondas bastante definidas bem próximas à cabeça.

Na década de cinquenta, surgiram os topetes, estruturados com os famosos bobes e tiaras. Minha mãe, que foi jovem na década de sessenta, falava da fama do Black Power, e contava que a moda era cabelos bem ondulados, com a raiz sempre alta, sempre presos com muito laquê – o chamado hairspray, que era o fixador de hoje!

Quando criança, já na década de setenta, eu me lembro dos cabelos presos pelos famosos coques, e das muitas vezes em que ajudei a minha mãe a fazer um penteado chamado de “banana” (que muitas vezes era incrementado com um pedaço oculto de bombril para ficar mais alto), que dava um ar mais jovem, especialmente quando a "banana" era enfeitada com presilhas ou flores.

Eu nunca tive muito cabelo, e me lembro que nos anos oitenta, quando a moda era ter cabelos armados, com muito volume e com uma franja avantajada, eu sofria pelo fato do meu cabelo ser fino e não poder usar franja. Mas chegamos aos anos noventa, com muito gel e “touca”, quando enrolávamos os cabelos para que ficassem lisos, e muitas ousavam com mechas para trazer luminosidade aos cabelos.

A partir do ano 2000, as tendências anteriores se repetiram, e as mulheres ficaram mais livres para ousar e escolher como se pentear, respeitando mais as características pessoais. Hoje, mesmo com as tendências ditando alguns tipos de cortes ou penteados, há mais liberdade, pelo menos no mundo ocidental, para as escolhas individuais – em muitos países, especialmente no oriente, muitas mulheres ainda são proibidas de mostrarem seus cabelos, e são obrigadas a usar lenços, burcas ou perucas quando são vistas por outras pessoas que não sejam seus pais ou maridos.

Do ponto de vista bíblico, o cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa. (Provérbios 16.31). A Bíblia ainda declara que o cabelo arrumado traz dignidade e deve ser mantido, mesmo quando estamos em momentos de aflição e de jejum: Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto (Mateus 6.17). Salomão elogiou o cabelo de sua esposa Sulamita (Cantares 4.1; 6.5), que o trazia solto e macio, sedoso como a lã das cabras de Gileade!

Na época de Jesus, num gesto singelo, puro e íntimo, uma mulher pecadora lava os pés de Jesus com suas lágrimas e os enxuga com os seus cabelos, trazendo grande comoção dentre os fariseus. E eu sempre imagino esta cena, em que os cabelos soltos foram tão úteis, e que acho belíssima, como a expressão da capacidade feminina de amar, chorar, servir e se arrepender.

Cuide bem dos seus cabelos, pois eles refletem o cuidado que você tem com você. Use produtos adequados ao seu tipo capilar. Deixe que seus cabelos emoldurem o seu rosto. Permita que seu cônjuge e filhos lhe façam gostosos cafunés por baixo dos seus cabelos. E penteie com calma os cabelos do seu cônjuge, dos filhos e netos, pois este ato é uma expressão de carinho que marca a alma!

Não importa se os cabelos são pretos ou brancos, mais rígidos ou mais finos, longos ou curtos – eles são seus, e você precisa descobrir a melhor forma de penteá-los. Contudo, faça uma boa massagem nos cabelos e deixe seu cônjuge abraçar seus cabelos à noite, fazendo-o se lembrar de como ele gostava de acariciar seus cabelos. E, de vez em quando, se permita sair ao vento e sentir como é bom o carinho do vento dentro das suas madeixas.

Usufrua, todos os dias, da beleza de algo tão simples, que são os seus cabelos, mas que são mais um carinho de Deus a todos nós!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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