Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Decisões no meio do caminho

Estamos nos aproximando do mês de julho, o que significa que estamos meio do ano. Seis meses já se passaram, e outros seis meses nos aguardam em 2023.

Algumas pessoas, mesmo estando no meio do ano, já decidiram que este ano não foi bom. O ano não começou bem, suas experiências até agora foram difíceis, e a esperança de dias melhoras já foram abandonadas. Muitos esperam os bons ventos de mudança, mesmo que os meses passados não tenham sido tão proveitosos. E há outros que desde janeiro vivem a expectativa do novo, e todos os dias declaram sua fé nas promessas divinas que almejam viver ainda este ano – estão determinados a crer em um ano abençoado!

Quando estamos no meio do caminho, não é sábio voltar atrás – mas é claro que a exceção se aplica quando o caminho percorrido é pecaminoso, ou já tenha sido escolhido em desobediência a Deus desde o início. Nestes casos, precisamos agradecer a Deus por nos permitir perceber nossos erros, e rapidamente devemos acertar nossos passos, voltando para a Casa do Pai, rogando pelo perdão divino, refazendo nossas decisões e conceitos, de modo a tomar as decisões biblicamente corretas para o restante da nossa vida.

Estar no meio de algo é algo complexo. É um momento de mudanças, de recomeços, de aprofundamento e/ou de comprometimento com as decisões anteriormente traçadas. É um tempo para despertar, avaliar as opções futuras, repensar o trajeto de relacionamentos e carreiras profissionais. Tempo de aproveitar a paisagem, guardar as lembranças e projetar os passos futuros.

No meio das férias, em viagem com a família, podemos ficar tristes ou alegres: ainda temos alguns dias para aproveitar, mas não podemos nos lamentar pelos dias que já foram vivenciados e não voltam mais. Afinal, de que adianta ficar triste porque as férias ja foram parcialmente vivenciadas, se ainda temos alguns dias para experimentar novas aventuras?

Decisões no meio do caminho precisam ser bem avaliadas. Quando estamos no meio de uma refeição ou sobremesa rara, que gostamos muito, vamos comendo com mais parcimônia, nos deliciando com cada pedaço, pois sabemos que depois de algumas garfadas não haverá mais o que saborear. De forma semelhante, quando alcançamos o meio de um curso superior, sabemos se nossa escolha foi ou não acertada, e precisamos decidir terminar o que começamos para não descartar o esforço (e gastos) nos estudos até então empenhados.

Quantas pessoas desistem, exatamente no meio do caminho! Não percebem que parar e voltar para a estaca zero implica vivenciar o remorso pela não concretização de um projeto ou sonho. E não pensam que a mesma energia gasta para voltar atrás poderia ser empenhada para vivenciar o tempo que restaria para a meta final.

O meio do caminho é só o meio. Não é momento de desistir, e muito menos de olhar para trás – até porque a distância é a mesma.

No meio do caminho, mesmo quando cansados, nós persistimos. Até porque ainda não chegamos ao final, e precisamos resistir e prosseguir, até o ponto de derramarmos nosso próprio sangue!

Sobre isto, o autor aos hebreus escreveu: Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem. Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue. (Hebreus 12.1-4).

Quando temos Deus, os túneis podem ser escuros, podemos andar pelos vales da sombra e da morte, ou sermos jogados em covas de leões ou fornalhas ardentes. Porém, uma coisa é certa: precisamos prosseguir.

No meio do caminho, nossa decisão é não desistir. Sabemos que, ao final da jornada, no final da batalha, Deus irá nos conceder livramento, águas tranquilas, descanso, vitória, salvação e, pela graça divina, os céus e a vida eterna!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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