Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

As expectativas do Novo

Iniciar o novo é sempre assustador. 

O que já conhecemos do passado nos traz conforto, pois aprendemos a saber como agir e o que esperar, mesmo nos momentos mais difíceis já vivenciados. O passado está fechado, concluído, e mesmo que ainda restem algumas pontas soltas, já conhecemos os meios para ajustá-las.  

Quanto ao novo, tudo pode acontecer e nada está completo ou definido. 

Em um novo trabalho, vamos precisar estabelecer novas relações sociais, aprendendo a lidar com novos chefes, novas cobranças e metas. Ainda vamos precisar construir pontes entre os iguais, além de compreender nosso papel na engrenagem da empresa. E se vamos iniciar um novo negócio, vamos precisar reaplicar nossas reservas financeiras, construir cartelas de clientes, gerenciar um novo mercado ainda desconhecido e adaptar nossas expectativas ao longo do processo de estabelecimento de uma nova frente de trabalho.

Se iniciamos um novo relacionamento, precisamos estar cientes de que vamos nos decepcionar e/ou nos surpreender com a nova pessoa com quem partilhamos nossa rotina de vida. Mais uma vez, para aqueles já casados e estáveis, saber para quem voltamos ao final do dia traz segurança e estabilidade. Casamentos longos e felizes ajudam a construir uma segurança interna, criando uma atmosfera de confiabilidade que faz bem à alma e aos filhos. Sem falar da benção da cumplicidade, que provê a segurança de não estarmos sozinhos para fruir nossas metas e expectativas de vida! O ideal é que sempre mantenhamos algumas bases fixas e seguras: nosso casamento, a igreja onde congregamos, o afeto familiar, uma base de sustento financeiro, e nossa fé firme e segura em Deus. Afinal, com Deus, sabemos que novas tempestades serão controladas e cessadas quando ele está no nosso barco! 

Contudo, haverá sempre coisas novas à nossa espreita: uma nova idade, uma mudança de cidade, um novo membro que chega e reorganiza nossa rotina familiar, um novo corte de cabelo, uma roupa nova no armário, um novo desafio ministerial, um filho que se muda porque se casou ou conseguiu um novo emprego. 

E, claro, haverá também os novos anos, trazendo a repetição dos meses, dos feriados e das atribuições repetidas neles contidas. Por um lado, quanto ao novo, sempre temos a possibilidade de fazer muita coisa diferente, mas por outro lado, estamos cientes de que muitas situações não poderão ser evitadas: o trânsito vai continuar caótico, muitas pessoas vão permanecer mal educadas, e nossas horas diárias serão poucas para o montante das nossas inúmeras atribuições. 

Entretanto, seguimos adiante. Cada dia vivenciado é uma benção de Deus. Cada dificuldade superada nos amadurece. Cada conhecimento elaborado pode nos tornar mais sábios. Cada ano que  chega nos aproxima mais do nosso lar eterno. 

O novo ano nos torna mais velhos, mas com Deus podemos nos tornar mais sábios. O novo ano nos desafia, mas com Deus não desanimamos. O novo ano pode trazer mudanças, mas temos o Deus que não muda! 

Assim sendo, vamos abrir as janelas e receber o novo com alegria. Vivemos em Deus, que faz novas todas as coisas, mas nos mantém firmes e constantes. Afinal, nossa fé está pautada no Deus que é ontem, hoje, sempre e eternamente!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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