Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Como alimentar a Alma

Cada região do mundo tem uma cultura gastronômica, e até mesmo no nosso país há muito regionalismo. No Brasil temos a moqueca capixaba ou baiana, a comidinha mineira recheada de torresmo, o arroz com pequi, os diferentes tipos de cuscuz, a feijoada carioca ou paulista, os deliciosos pratos de peixes e mariscos do nordeste, os diversos acompanhamentos do açaí no norte do país e as carnes deliciosas preparadas pelos gaúchos.

E há também os pratos estranhos à grande maioria dos brasileiros, como a maniçoba, a buchada ou cabeça de bode ou de galinha, o caldo do turu, a rabada de boi, o mocotó, a dobradinha, o sarapatel ou a famosa panelada!

Há pessoas que não gostam de provar coisas novas, e que preferem o trivial, repetindo os mesmos pratos nos mesmos restaurantes que frequentam. Mas eu, sempre que viajo para outros estados do Brasil ou diferentes países, aproveito para experimentar os pratos típicos de cada cidade ou região.Como tenho um paladar bastante amplo, na maioria das vezes eu gosto do que experimento. 

Contudo, há pratos dos quais nem mesmo chego perto, como comer insetos, cabeças ou cérebros de animais. Certa vez, quando estive pregando por duas semanas no Japão, um grupo de pastores e suas esposas me levaram a um restaurante de comidas asiáticas bastante exóticas, onde foram colocados em nossas mesas pratos contendo formigas fritas, uma espécie de besouros e até mesmo escorpiões - e neste restaurante eu realmente só comi arroz!

A verdade é que o que parece estranho para uma cultura, pode ser usual para outra. E com a globalização, há cada vez mais a possibilidade de encontrarmos restaurantes típicos de outros países, como chineses, japoneses, gregos, italianos e mexicanos, dentre outros. Assim sendo, para os que gostam de experimentar novos sabores, o cardápio só aumenta!

Entretanto, por mais que experimentemos novos sabores, no nosso cotidiano voltamos sempre à comida caseira, feita no dia a dia, que sempre nos conforta e nos faz lembrar de onde somos. Afinal, comer também é um ato que envolve lembranças e afeto: trazemos a recordação, desde a infância, da comida da avó, da mamãe, ou do prato preparado por pais e parentes próximos.

Ao aplicar este tema da alimentação à nossa vida pessoal, também precisamos aprender a nos confortar com o habitual. Devemos ser gratos pelo que temos. Precisamos abraçar quem nos ama, buscando o conforto nos braços dos que sempre voltam para nós ao final do dia. Os amigos externos, da igreja ou do trabalho, tais como os restaurantes, podem ser exóticos ou surpreendentes, mas devemos valorizar os que nos apoiam no nosso cotidiano caseiro.

Há pessoas que investem muito interesse em pessoas ou relacionamentos alheios, mas que não valorizam suas famílias. Há esposas que prestigiam mais as amigas do que seus maridos ou filhos. E há homens que não priorizam seu cônjuge, a ponto da Bíblia advertir aos maridos: Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço. Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças? Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos. Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela. (Provérbios‬ ‭5‬:‭15‬-‭19‬).Que haja em nossos corações a satisfação cotidiana na vida simples. Afinal, não vivemos de eventos ou de efemérides. Vivemos cada dia, contentes a cada manhã quando acordamos, felizes pela misericórdia e bondade divina, que protege e abençoa nossas atitudes rotineiras.

Assim como uma igreja saudável vive de cultos regulares, onde as festas ou congressos são exceções, necessitamos de uma vida cotidiana de oração, da comunhão diária com Deus, do agir sobrenatural do Espírito Santo nos moldando minuto a minuto.

Portanto, não viva perseguindo as coisas exóticas da vida, mas alimente sua alma do que Deus permite ser caseiro, simples e acessível a você.

Seja fiel no pouco. Contente-se com o que já está na sua mesa ou em seu lar. Alimente a sua alma do evangelho saudável.

Que você possa encerrar todos os dias declarando como o salmista: Bendito seja o Senhor, pois mostrou o seu maravilhoso amor para comigo. (Salmos 31.21).

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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