Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Oscilações

Como acontece todos os anos, com a proximidade da Páscoa, as prateleiras dos supermercados estão repletas de ovos de chocolate. Há ovos baratos e caros, recheados de doce de leite ou frutas, feitos de chocolate branco, ao leite, amargo, ou misturados com castanhas ou morangos.

A distração com os ovos distancia ainda mais as pessoas do verdadeiro sentido da Páscoa, que é a festa mais importante da igreja, pois é quando comemoramos a morte e a ressurreição de Jesus.

No entanto, no domingo anterior à morte de Jesus, aconteceu a Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Os discípulos trouxeram um jumentinho, colocaram sobre ele os seus mantos, e sobre estes Jesus montou. Uma grande multidão estendeu seus mantos pelo caminho, outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi!” “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” “Hosana nas alturas!”

Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e perguntava: “Quem é este?” A multidão respondia: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia”.‭‭(Mateus‬ ‭21‬:‭6‬-‭11‬). 

Na ocasião, o povo celebrou, fez uma homenagem justa, e afirmou o mistério profético de Jesus. Houve cânticos, folhas de palmeiras serviram de adornos, e o fato de jogarem seus mantos demonstrava o reconhecimento e honra devida a Jesus. 
Entretanto, depois da linda festa de domingo, na sexta feira pela manhã, o mesmo povo gritava “crucifica-o”, escolhendo salvar Barrabás e matar Jesus! 

Sempre me assombro em perceber o quanto somos volúveis. A massa é sempre acéfala, e a grande maioria das pessoas faz coro com pessoas mal intencionadas, muitas vezes sem nem mesmo compreender o porquê dos protestos, pois gostam mesmo é do tumulto das turbas alvoroçadas. Jesus sabia que seria assim. Ele era sabedor do quanto nossas mentes podem ser divididas, nossos pensamentos podem ser contraditórios, e nossas ações podem se mostrar o oposto do que teorizamos em nossos discursos. 

O ser humano pode amar e odiar uma mesma pessoa no mesmo dia. Os que pregam um discurso pacifista podem ser capazes de atos hediondos. Alguns ousam matar e depois se desculpar, dizendo que agiram por conta de uma fé religiosa ou por amar demais. 

Como mudamos de humor rapidamente! E, surpreendentemente, como muitos de nós somos voláteis, até mesmo com a nossa fé: ora estamos completamente mergulhadas em Deus, ora nos afastamos e deixamos de fazer nosso devocional ou de frequentar a Casa de Deus!

Os gritos de Hosana, quatro dias depois, foram esquecidos. As folhas retiradas das palmeiras nem mesmo tiveram tempo de secar antes de assistirem a zombaria com que desonraram Jesus. Muitos dos que foram curados, como acontece até hoje, somaram suas vozes para escolher Barrabás!

A pergunta que temos que nos fazer é: percebemos o quanto variamos nosso humor? Nosso setor no trabalho se preocupa com os dias em que chegamos dispostos a discordar só pra irritar aos outros? Será que, tal como o povo que estava em Jerusalém, mudamos nossos valores sobre Deus, seu eterno amor e seu forte poder? 

Que nossa palavra seja sim,sim, ou simplesmente, não, não. E que Deus nos ajude a manter uma mente equilibrada, forte, segura e comprometida com a Verdade!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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