Deus usou minhas feridas para curar dores

A paz do Senhor a todas irmãs! Sou Eleusa Matos, 50 anos, casada com Jorge Luís Gracindo da Silva, missionária da Assembleia de Deus Novo Tempo (ADNOTE), resido em Duque de Caxias (RJ). Quero contar o meu testemunho doloroso, mas curador. 

Estava com 31 anos quando veio ao meu coração a vontade de retomar meus estudos. Precisava cursar o nível superior. Lembro-me nitidamente o dia que esse desejo de voltar a estudar invadiu meu coração. Estava em casa observando minhas filhas brincando no chão da sala (Thalyta, Sulamyta, Keyla e Eunyce). Na época, a mais velha tinha 9 anos e a mais nova 4 anos. Imaginou a escadinha? Pois é, olhava para elas meninas e dizia para mim mesmo: “Preciso fazer uma faculdade. Essas garotas vão crescer, concluir o Ensino Médio e pensarão que os estudos terminaram”. 

Tudo que eu queria era ser uma referência para que minhas filhas, um dia, cursassem também o nível superior. Parecia um desejo meu, hoje sei que era Deus me impulsionando para a porta que estava aberta e para a história que já estava escrita. No entanto, as dúvidas eram muito fortes e começaram a permear minha mente:

“Como voltar a estudar se não possuo renda alguma para custear os estudos?” (Na época, tínhamos a renda somente do meu marido que trabalhava como Mecânico de Refrigeração para sustentar cinco mulheres – eu e as quatro filhas).

“Será que não estou muito velha? Já passei dos trinta! Como concorrer com pessoas bem mais jovens que eu? Estou há quase 15 anos fora da escola. Como conseguirei encarar um Vestibular? Já esqueci tudo que aprendi. Tenho quatro filhas pequenas, como conseguirei conciliar o estudo e a criação dessas meninas?”

Vale ressaltar também que na época eu pesava 150 quilos. Um fator importante também para ser colocado em questão. Morava em Belford Roxo (RJ) e era grande a distância da minha casa para qualquer Universidade Pública.

Costumo dizer que a gente nunca saberá se é a voz de Deus, se não decidirmos obedecer! Uma mente natural jamais pensaria na possibilidade de voltar a estudar; tinha que ser algo sobrenatural para reacender aquela chama em meu coração. Depois de dois anos cursando o Pré-Vestibular Social (EDUCAFRO), consegui passar para duas Universidades Públicas – UNIRIO e UERJ. Uma luta de dois anos foi sintetizada em duas linhas! Não dá para descrever o que foram esses dois anos de estudo! No primeiro ano que prestei o Vestibular não passei para nenhuma Universidade, mas não estava estudando “pra passar”, estava estudando “até passar”. Decidi que passaria e pronto! Deus já havia decidido tudo por mim.

Depois de um período grande de indecisão, optei cursar Letras na UERJ em vez de Pedagogia na UNIRIO. Não me pergunte o que me levou a optar pela UERJ, não sei explicar. Hoje entendo que a mão do Senhor estava me levando para o deserto. Ele quis assim! “E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar...” Dt 8.2 ARC

Nunca mais me esquecerei do caminho percorrido por esse deserto. Tinha um sonho escondido em meu coração. Queria ser professora de escola pública em áreas carentes. Eu tinha uma atração por sala de aula e uma paixão incubada pela Língua Portuguesa. O curso de Letras seria o curso ideal para os sonhos do meu coração. Minha primeira opção foi Português/Literatura. Mas não consegui nota suficiente para esse curso. A segunda foi Português/Espanhol. Também não consegui notas suficientes para esse curso. A porta que Deus abriu foi Português/Francês. A forma como cheguei à UERJ e como saí de lá com o meu diploma é algo simplesmente extraordinário. Uma saga!

Perdi por três vezes a minha vaga na UERJ e milagrosamente Deus a resgatou para mim todas as vezes perdidas. Iniciei o primeiro período dois meses depois de todos os alunos. “Caí de paraquedas” em uma sala de aula. Fui escorraçada por uma professora já no primeiro dia de aula. Humilhada, desacreditada, mas não corri. Costumo dizer que quando Deus te manda para o deserto, nem fugir você consegue! Queria correr dali, mas uma força divina me mandava ficar. 

Conforme o Edital acreditei que a UERJ iria me ensinar a falar o idioma francês. Qual não foi minha surpresa quando descobri que noventa por cento dos alunos falavam fluentemente o francês, eu estava entre os que não conheciam o idioma, imagina falar com fluência? Eu era uma mulher que havia estudado nas simples escolas da Baixada Fluminense, a sexta filha de dezesseis filhos que meus pais geraram, onde aprenderia um idioma tão elitizado como o francês?

Desde o primeiro período até o último, todas as aulas da grade de Língua Francesa eram aplicadas em francês. Desde o “bonsoir” até o “au revoir” do professor. Não se falava nada em português. A turma conseguia acompanhar tudo, mas eu não. Era tudo muito estranho e difícil para mim! O sistema educacional é excludente e cruel demais! Senti isso em minha pele e quase não sobrevivi. Alguns professores faziam questão de me ignorar em sala de aula. Perder tempo com “aluno que não quer nada”? Foi o título que carreguei durante todo o curso.

As provas eram discursivas e deveriam ser respondidas em francês. Bizarro! Loucura! Como sobrevivi a tudo isso? Foi a Graça! É a única resposta que tenho!

Professores e mestres da UERJ desenganaram-me. Tentavam me fazer desistir a cada período com perseguições e sentenças infundadas. Falaram-me que eu não tinha vocação para ensinar. Insistiram com palavras e e-mails que eu desistisse da Licenciatura e me bastava o bacharelado. “Eleusa, o que você está fazendo aqui? Você está no lugar errado. Você não nasceu para ensinar. Vá embora com o Bacharelado, Licenciatura não é pra você! Você não tem vocação pra ser professora nem de uma turma de Jardim de Infância”.

Na época da Monografia, quando voltava do estágio, eu caí na rua. Que tombo! Pesava 150 quilos, lembra? Com a queda fraturei os ossos do braço: rádio e ulna. Lembro-me que fiz minha monografia digitando apenas com uma das mãos. A outra estava inoperante. Tive que passar por uma cirurgia. Que angústia! 

Apesar de todos impedimentos que se levantaram durante o curso, consegui passar em todos os períodos na Disciplina de Língua Francesa, sem nenhuma reprovação. Até que apareceu uma professora no Estágio de Língua Francesa e decidiu me reprovar até que eu desistisse da faculdade. Essa foi a parte mais cruel e desumana da minha história.

Como tudo isso acabou? Deus tinha um propósito! O propósito era maior que a dor! Sempre acreditei nisso! Chegou o momento que Deus disse BASTA! E bastou! Saí da UERJ com o meu diploma de Bacharelado e Licenciatura depois de alguns anos de luta e muita humilhação. Machucada? Marcada? Sim! Mas essas feridas hoje trazem cura e esperança para tantas pessoas!

familiaeleuzaA princípio só queria que minhas filhas tivessem uma referência. Hoje, Deus me deu o privilégio de estar como professora em uma escola pública rodeada de comunidades. Leciono aulas particulares de Língua Portuguesa presencial e on-line. Tenho uma cartela de alunos particulares no Rio de Janeiro, e esse ano Deus me enviou alunos brasileiros que estão na Suíça! Que Deus Gracioso! Leciono Língua Portuguesa na Suíça!

Essa história tornou-se um livro (Negra, pobre, gorda, crente - Os caminhos nem sempre são suaves para o magistério), lançado há três anos e já tem mais de dez mil exemplares vendidos. Todos os dias recebo mensagens de pessoas que têm a esperança renovada após a leitura dessa obra. Pessoas que retomaram os estudos e terminaram cursos que haviam deixado pelo meio do caminho. Deus usando minhas feridas para curar dores e restaurar sonhos! Ele faz isso!

Escrevi o segundo livro Colocando a Casa em ordem, lançado há dois anos e já vendeu cinco mil exemplares. Eu tinha um remoto sonho de ser professora. Deus me fez escritora de duas obras, somando mais de quinze mil exemplares vendidos. 

Ele me fez professora de rede pública e me deu uma cartela de alunos particulares; me fez palestrante e pregadora de sua Palavra! Os sonhos dEle sempre são maiores que os nossos! Minhas quatro filhas são professoras para Glória de Deus Pai e meu esposo Jorge Luís, é o meu grande amigo e companheiro que me protege e cuida de mim nessa caminhada que o Senhor traçou para nós. Amo minha família!

Quando Deus nos manda para o deserto, Ele garante a sobrevivência! Se eu soubesse que esse seria o final da história, não teria chorado tanto nos corredores da UERJ! Acho que isso serve pra você que está lendo esse testemunho. Pare de chorar! Deus usará tua dor de hoje para curar muitas vidas amanhã. Acredite, Ele faz!

Sei que foi tudo pela Graça de Deus. Ele confiou a mim passar essa luta com tão grande vitória. Sem mágoas, sem ressentimentos. Sei que os professores que me “perseguiram” na caminhada tiveram o coração endurecido pelo próprio Deus. Tal qual Faraó, Deus endureceu aqueles corações para que hoje eu pudesse dizer com plena convicção: “Foi o Senhor que fez isso e é coisa maravilhosa aos seus olhos” Salmos 118.23. 

Envie seu testemunho!

Já aconteceu algum milagre de Deus na sua vida? Que tal divulgar nesta seção que se dedica exclusivamente a anunciá-los para a glorificação do nome de Jesus. Envie-nos o seu testemunho (se possível, com foto) por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. E no assunto não se esqueça de colocar: Testemunho. Aproveite e envie também o seu telefone para entrarmos em contato. Estamos te esperando!  
“Para que todos vejam e saibam e considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso” (Is 41. 20).

*A CPAD não se compromete na publicação de todos os testemunhos. O mesmo será avaliado pela equipe responsável pelo site Mulher Cristã Hoje. A veracidade das informações é de inteira responsabilidade de seu autor.

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